Nem mal que nunca acabe. Qual leitor não conhece a frase? Pois é. Nosso STF, ao longo das décadas, berço de tantos ilustres homens públicos, pessoas ilibadas que construíram uma vida defendendo o direito, era uma plêiade de advogados brasileiros, que viam na figura de um ministro da Suprema Corte o final de sua carreira jurídica. Aos poucos, sucessivos Presidentes da República, transformaram o STF em uma Tropa de Elite, pessoas voltadas a resolver, via Judiciário, todas as pendências políticas e penais de quem os indicou. Estão aí os exemplos dos dois últimos presidentes, saído de trás das grades ou para ela enviado, por obra desta Tropa de Elite.
Na atualidade, ninguém teve tanta força no Brasil quanto o ministro Alexandre de Moraes, face ao medo de senadores, deputados e OAB. Ele era denunciante, promotor e juiz. Por anos acompanhamos nos jornais notícias sobre este cidadão. Até o mais leigo dos brasileiros, sentia que havia exorbitância de poder por parte dele. Ligado à esquerda, indicado por um líder da esquerda, aprovado pelo beneplácito do Senado, em um crescendo, tomou as notícias dos jornais por suas ações, que justificava como “garantias da democracia”.
Até que surgiu um banqueiro envolvido com uma corrupção gigantesca, mesmo para os padrões do Brasil, e que o sistema bancário brasileiro permitiu. A partir daí, aproveitando o escritório de advocacia da esposa, com as vistas grossas do Procurador da República e a solidariedade de congressistas, resolveu também usar sua força, que era do mal, como uma força do bem! Bem para si e sua família... Somente um contrato entre o banqueiro e sua mulher lhe garantiu mais lucro que o leitor nunca imaginou ter.
Mas, não há bem que sempre dure...
Promotor de Justiça aposentado
ivar4hartmann@gmail.com


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