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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Vamos rir



Diarreias mentais - CLXXIII


A profecia

Quando escutamos a palavra “profecia” nossa mente nos leva incontinenti à Bíblia Sagrada, um livro santo e repleto de relatos de milagres e profecias. 
No entanto, como nem toda profecia é sagrada, às vezes, alguém profere uma frase que o tempo se encarrega de tornar uma autêntica predição do futuro. 
Um atleta de futebol do passado, por nome Dario José dos Santos, largamente conhecido como “Dadá Maravilha”, centroavante que não tinha muita habilidade, mas que marcou mais de 900 gols em sua passagem por diversos times do Brasil como Atlético Mineiro, Flamengo, Internacional, Ponte Preta, Náutico, Santa Cruz, Bahia, Goiás, Coritiba, América Mineiro, entre outros.
Além do seu futebol atabalhoado e dos seus inúmeros gols, Dadá Maravilha também se notabilizou por suas célebres frases de efeito, tipo “Pode trazer a problemática que eu dou a solucionática”.
Quando ele jogava pelo Esporte Clube Bahia, logicamente morando em Salvador, próximo a sua casa morava uma adolescente que, assim como todos os torcedores do Bahia, era sua fã.
E, pela proximidade das suas residências, a jovem sistematicamente pedia autógrafos ao craque e ele sempre os dava. 
E aquele fato se repetiu por várias vezes: ela o via, pedia autografo, e ele, gentilmente, concedia.
Então, certo dia, alguém chegou pra ele e perguntou:
– Dario! Sabe aquela moça que mora perto da sua casa e já lhe pediu diversos autógrafos? Sabe o que ela faz com tantos autógrafos? 
E entregou:
– Está vendendo sua assinatura lá no colégio onde ela estuda!
O jogador ficou chateado e quando ela voltou a lhe pedir autógrafo ele, simplesmente, negou.
Daí foi a vez dela se magoar. 
E muito chateada, desfechou na cara dele:
– Tá certo! Mas fique sabendo que, no futuro, eu serei mais famosa do que você.
Aquela baianinha era IVETE Maria Dias de SANGALO!

Ciduca Barros é escritor e colaborador do Bar de Ferreirinha

Mote e glosa putanheira

Zeca Viloso

Mote:
QUEM NUNCA CHUPOU BUCETA
NÃO SABE O QUE ESTÁ PERDENDO

Glosa:
Zé Delfino numa treta
Fez um alerta pra gente
Condenando veemente
QUEM NUNCA CHUPOU BUCETA.
A língua feito um cometa
Pelo espaço correndo
Não fala, mas vai fazendo
Rastro pra pomba correr
Se o caboclo não lamber
NÃO SABE O QUE ESTÁ PERDENDO. 

Poeta popular, g(l)osador, primo distante de Caetano e bem mais obsceno.

Dente

prisão afetiva


Gata escrota

Aquela conhecida provocação de sempre


Putaria

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Agora feda

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O apanhador no campo

Leonardo Fróes

Fruta e mulher no mesmo pé de caqui
no qual espantando os passarinhos eu trepo
para apanhar como um garoto a fruta
e apreciar, comendo-a lá no alto, a mulher
que ficou lá embaixo me esperando subir
e agora vejo se mexendo entre as folhas,
com seus olhos de mel, seus ombros secos,
enquanto me contorciono todo subindo
entre línguas de sol, roçar de galhos,
para alcançar e arremessar para ela,
no ponto mais extremo, o caqui mais doce.

Azar do caralho



terça-feira, 12 de novembro de 2019

O universo em um ponto


Hoje é dia de estreia no Bar de Ferreirinha, espaço anárquico-etílico-cultural especialista em tudo e nada ao mesmo tempo, agora e para sempre, amém! 
Jesus de Ritinha de Miúdo é um beradeiro munganguento que nasceu nas ribeiras do Acary do Seridó, foi moleque nas ruas ao redor da Igreja de Nossa Senhora da Guia, tomou banho no Gargalheiras, apaixonou-se pelas letras, saiu para o mundo e aportou aqui pra contar suas lorotas. 
E, claro, divertir os bêbados que se acotovelam diariamente no balcão deste Bar virtual, especializado em porra nenhuma e escrotices em geral. 
Foram anos de negociações pra este orgasmo de hoje. 
Ontem, o Jornal Nacional especulou que a contratação do menino do zói verde foi uma das mais caras do mercado blogal do país. 
As Organizações Bar de Ferreirinha não desmentem nem confirmam, mas anunciam com todas as honras, sob fogos e fanfarras: senhoras e senhores, bêbados do Brasil varonil, com vocês... Jesus de Ritinha de Miúdo! 
Sim, quase esqueçemos: ele vai escrever toda segunda-feira. 
Hoje é terça, 12/11/2019... Mas, e daí? 
Roberto e Pituleira, editores (ir)responsáveis

(Saudades de Adriano de Auta)
Não obstante o estresse e a correria de final de mês – natural pelo fechamento das metas – e os preparativos para o casamento da minha Joana Raquel, depois de amanhã, eu hoje passei o dia me lembrando de Adriano de Auta. O motivo? Não o sei ao certo.
Talvez por uma série de acontecimentos.
Quiçá essa lembrança renitente deva-se pela conversa tida com Jessier Quirino ontem à noite. Quase meia hora de boa prosa, onde falamos de coisas admiradas por nós dois, e das semelhanças existentes entre os sertanejos, beradeiros, bebinhos, doidelos e outros tipos povoando os nossos sertões – que aliás segundo Oswaldo Lamartine, cada um possui o seu próprio.
Falei sobre Adriano como quem fala de algo amado e ao mesmo tempo sumido. Seu nome veio por gravidade, quando falamos sobre artistas que se perdem por esses sertões de meu Deus.
José Adriano Dantas da Silva fez parte da minha infância, adolescência, juventude e quando nos tornamos homens feitos; primeiro como amigo e depois quase como irmão, quando lutamos juntos pela vida dividindo o mesmo quarto empoeirado de uma casa em reforma, lá em Caicó. Já adultos, eu casado e ele apaixonado por alguém distante. Éramos confidentes um do outro, eu o apoiando e ele me fazendo esquecer a saudade da esposa e dos meus filhos ainda pequenos, naqueles dias de novecentos e noventa e quatro quase terminando.
Tínhamos a Esperança embalando nossas redes, cantando tornos madrugada afora. Um esperando o outro adormecer. Ali ele já era Adriano Dantas Bezerra. Um homem feito com um coração de menino.
Assim seguimos por quatro meses, até que um dia ele me chegou com a novidade nas mãos: tinha uma passagem de ida para São Paulo. Era sua última semana no quarto empoeirado da casa sendo reformada.
Em Caicó Adriano fazia de dois a três salários por quinzena. Foi embora sob os meus protestos e conselhos; no entanto, meus argumentos não foram convincentes o bastante para barrar o Sonho da Cidade Grande. Partiu depois de um abraço demorado e augúrios de boa sorte, um desejando ao outro sob a sombra da algaroba do Barraco de Seu Zé Faustino. Fiz questão de ir me despedir dois dias antes de sua viagem.
Em São Paulo um emprego apadrinhado por Tunéa de João Muniz o esperava. “Fichou assim que chegou”, me diria seis dias depois Auta, sua mãe, olhos marejados entre a saudade do caçula e a felicidade de sabê-lo bem.
Eu tinha certeza que sua ascensão na companhia não demoraria.
Não demorou.
Não demorou muito e descobriram o seu extraordinário talento para o desenho. Era a oportunidade do auxiliar de máquina no chão da fábrica partir direto para um escritório moderno, com direito a treinamento na Argentina. Foi Tunéa quem me contou os detalhes.
Um teste foi marcado. Era preciso demonstrar a sua capacidade, técnica e criatividade.
Ele se apresentou ao “Chefe da Criação”. Apertos de mãos, e aquele discurso tradicional para deixar o sujeito à vontade. Não tinha cronômetro para limitar o espaço, porque a inspiração muitas vezes necessita de tempo.
- Você tem uma folha de ofício para desenhar algo livre – falou o homem, empurrando ao seu encontro uma folha A4 em branco e uma caneta nanquim.
A cara de um bezerro mamando foi gerada, o ubre cheio se destacando pelas outras tetas vazias.
Na meia folha de ofício, entregue depois, nasceu uma árvore tipo bonsai. Seus pequenos frutos eram lábios sorrindo.
No quarto de folha de ofício, Adriano trouxe ao mundo uma bailarina equilibrando-se sobre uma perna só. Vestia algo se assemelhando a um coração.
Quando a folha foi dividida em oito partes, em uma delas o rosto de Carlitos surgiu sorrindo em poucos minutos. Era a sua especialidade. No chapéu coco uma estrela disfarçada enfeitava representando um brilho.
E a folha foi diminuindo e recebendo os belos traços de sua imaginação. Até que lhe foi apresentado um papel especial, traçado em linhas horizontais cruzando linhas verticais e criando espaços minúsculos.
- Você tem agora um milímetro quadrado para desenhar algo – explicou-lhe o homem. – Consegue? – desafiou com um sorriso no canto da boca.
Adriano segurou o papel e sorriu de volta para o homem. Pegou a caneta nanquim e mirou bem no meio da folha. Cuidando para centralizar, assentou um ponto em um dos quadrados.
Devolveu a folha.
- Realmente. Aí só caberia um ponto – falou o homem puxando o papel ao seu encontro.
Adriano se escorou no espaldar da cadeira pela primeira vez e, relaxando com os cotovelos apoiados, soltou a pergunta de sua criatividade:
- O senhor só enxerga um ponto? – fez cara de espanto e completou: - Como se eu desenhei o universo?


PS.: Por entender que deveria participar de uma greve duas semanas depois, leu seu nome na relação das demissões. A ordem para a compra da passagem para a Argentina já havia sido expedida.

O voto imoral e ilegal de Toffoli

Ivar Hartmann

Quando há meses se abriu novamente o processo para julgar as prisões logo após a sentença de segundo grau, todo brasileiro, independente de conhecer ou não as leis, sabia: Gilmar, Lewandowski e Toffoli iriam soltar Lula e os bandidos de seu grupo que enriqueceram roubando o Brasil. Os dois primeiros, podia se fazer de conta - somos  ingênuos e desatentos - que eram isentos no voto, que julgariam de acordo com a lei. Afinal vivemos no país do faz de conta. O Toffoli não. É o único juiz brasileiro que conseguiu ser juiz não obstante ter rodado em dois concursos para juiz. Pasmem amigos: é verdade. Mas tem um amigo forte e sincero: Lula, o ladrão solto a cuja sombra cresceu no PT. Lula Indicou-o para o Senado e virou juiz do STF. O amigo Lula resolveu. Tinha, pois a obrigação fraterna de votar em soltar seu mentor. Então, com este STF tudo está perdido? Não, se outras autoridades resolverem usar a lei. O Procurador Geral da República é o primeiro.
Ocorre que o Código de Processo Penal Brasileiro é claro em seu art. 254: "O juiz dar-se-á por suspeito, e, se não o fizer, poderá ser recusado por qualquer das partes: I - se for amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer deles" (das partes). A suspeição do juiz diz respeito à parcialidade do julgador no caso concreto, havendo de ser reconhecida de ofício ou arguida pelas partes a qualquer tempo, até o trânsito em julgado da sentença. O impedimento do juiz impede sua jurisdição, configurando uma nulidade absoluta e não se admitindo prova em contrário. O Procurador Geral da República, Antonio Aras, deve levantar a suspeição de Toffoli por sua notória amizade com Lula ou deixar que a ilegalidade prospere. Ele deverá fazer isso. Mas em Brasília tudo é possível. 

ivar4hartmann@gmail.com

Medicamento



Um jeito de beber sem chamar atenção



Gilsadas

Eu adoro fofocas.Fico sabendo
coisas de mim que nem eu sabia.
GILSON VARIEDADES


Parece mas não é

gostosa


O peido da velha

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Agora feda



segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Analogia

O coleguinha encosta no Joãozinho e pergunta:
- Tu que é um caba sabido me diga uma coisa: como funciona essa tal de Internet?
Joãozinho respira fundo e faz uma analogia pra explicar cientificamente: 
- Bem, Mané, tu já viu as cabras comerem capim e cagar bolas igual a azeitonas?
- Sim, vi muitas vezes!
Continua o Joãozinho:
- E tu já viu os touros comerem capim e cagar umas placas de bosta verde do tamanho de uma pizza média?
- Sim, também vi.
E o arremate final:
- Pois bem, se dois bichos comem do mesmo capim como é que podem cagar merdas tão diferentes?
- Eu não faço a mínima ideia!
Então, se tu não entende de merda nenhuma, como é que quer entender de Internet? 

domingo, 10 de novembro de 2019

Novembro azul

Chegou novembro, o mês dedicado à saúde do homem, e o cego foi ao médico fazer o exame de próstata pela primeira vez na vida.
Tenso, pois seria submetido ao toque retal, perguntou:
- Doutor, este exame dói?
- Só um pouco - responde o médico.
O cego fica mais angustiado ainda, e suplica:
- Eu quero lhe pedir um favor, doutor.
- Sim, claro!
- Durante o exame, eu gostaria de ficar segurando o seu pau.
O médico fica de bobeira com aquele pedido inusitado, e indaga:
- Mas, por que o senhor quer pegar no meu pau durante o exame?
E o cego esclarece:
- É para ter certeza de que o senhor vai colocar o dedo...

Saudade da terrinha


Ciduca Barros

– Meu filho está trabalhando no Sul!
– Eu já morei no Sul!
– O Sul do país é que é lugar de se ganhar dinheiro!
Do Estado da Bahia para cima, a humilde gente do sertão, geograficamente, sempre chamou de Sul.
Na distante década de 1950, quando o Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira iniciou a construção de Brasília, para instalar a Capital Federal, pessoas de todas as partes do Brasil correram para lá, em busca de oportunidades e de empregos.
Um caboclo do Seridó Paraibano não ficou indiferente às atrações de Brasília e declarou nas esquinas de sua cidade:
– Vou para o Sul. Vou trabalhar em Brasília!
E, boçalmente, esnobando a sua terrinha, acrescentava:
– Vou embora! E se meu espírito tiver vergonha, nunca mais olha para esta terra ingrata.
E disse mais:
– Se um dia eu voltar, que falte chão para o meu enterro!
E foi embora: partiu para Brasília. 
Sendo mais falador do que trabalhador, lá não se deu bem na dura vida de candango e, em pouco tempo, estava de volta à sua terra. 
No entanto, seus conhecidos não esqueceram suas declarações desairosas e boçais com a terrinha. 
Daí quando um deles o reencontrou andando livre, solto e falante pelas ruas da cidade, não ficou calado:
– João Bocão! Você não disse que nunca mais seus pés haveriam de pisar este chão ingrato?
– Disse sim, mas a saudade falou mais alto!
– Saudade? E você sentiu saudade de quê?
E o cara abusou da palavra saudade:
– Eu senti saudade desse calor! Eu senti saudade da comidinha daqui! Eu senti saudade da nossa vida pacata! Eu senti saudade...
E enfatizou:
– Eu senti saudade até dos paus secos!
O cara usou tanto a palavra saudade que o amigo resolveu testá-lo:
– Ó João, o que é que você entende por saudade?
E João, além de bocão, foi poético e filosófico na sua ambígua resposta:
– Saudade é a sobra de uma coisa que nunca sobrou! 

Escritor e colaborador do Bar de Ferreirinha

Proserpina

Evandro Moreira

Quero perder-me em teu abraço forte,
aquecer a alma e o corpo em teu regaço
e encontrar o ígneo sonho que comporte
toda a paixão em que hoje me desfaço.

Hei de seguir-te, qual fiel consorte,
por todos os caminhos, passo a passo;
quero, custe-me embora dor e morte,
viver com fúria o nosso amor devasso.

Serei dos teus demônios mais um réu
e entre tormentos te amarei, contente,
que, onde estiveres, aí terei meu céu.

Felicidade, então, será o inferno!,
pois em teu ventre encontro a sarça ardente
onde me queimarei num gozo eterno!

Agora feda




Papagaio sacana

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