Indicados os candidatos aos cargos eletivos a serem disputados este ano, de deputado estadual a Presidente da República, se notam duas faces: a primeira, a quantidade de eleitores que não tem candidato definido para os mandatos legislativos, e a segunda, que veio em um crescendo desde a eleição de Bolsonaro: mais que nomes, disputa-se a escolha da direita ou esquerda. A direita, com três candidatos possíveis, Flávio, Caiado e Zema, representando vários partidos. A esquerda, com Lula, representando o petismo, comunistas e outros partidos menores. Igual de importante: nós eleitores, julgando nas urnas, o STF e seus ministros. Ou seja, repúdio ou apoio. Sim ou não?
O debate que hoje claramente toma conta dos noticiários nacionais, é sobre irregularidades relativas a um filme biográfico, envolvendo Flávio e Vorcaro, e um novo escândalo do Lulinha, filho de Lula. Que, aliado aos recentes golpes no INSS e a obrigatória retirada de figuras chaves da campanha da esquerda, envolvidas em corrupção nos últimos meses, faz renascer entre os eleitores o temor de novas Lava Jato. Mostrando que as benesses promovidas por ministros do STF, protegendo delinquentes nela envolvidos, abriram caminho para novos casos de bandidagem contra os brasileiros.
Falando em Lava Jato, e do local onde ocorreu, o Paraná. Tivemos a luta do STF contra o promotor local, cabeça da acusação, que acabou cassado politicamente e agora é o candidato a senador, com a preferência dos eleitores do Estado, exatamente contra uma figura chave da esquerda. A par disso, o juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, que não foi cassado por um triz, está quase eleito para governador do mesmo Estado. Claramente, lá também, o STF está sendo julgado.
Promotor de Justiça aposentado
ivar4hartmann@gmail.com


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