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domingo, 17 de fevereiro de 2019

A consulta médica


Ciduca Barros

Quem perambulou pelas cidades do interior deste imenso país, logicamente, conheceu seus habitantes esquisitos e seus inúmeros casos e causos e tem muitas histórias para contar. 
A serviço do Banco do Brasil, eu conheci pequenos municípios brasileiros (em vários estados da federação), daí acumulei muitas histórias (vistas, vividas e vivenciadas).
Na década de 1960, quando comecei a minha vida profissional, residi em Currais Novos (RN) cidade onde, entre tantas outras histórias, também aconteceu esta que passo a contar. 
Era alta madrugada, com uma chuva torrencial caindo no telhado e os raios cortando os céus do sertão, quando o médico da cidade foi acordado por alguém batendo na porta da sua residência.
Depois de hesitar, ele resolveu atender àquelas batidas (naquela época ainda não havia a violência dos dias atuais). 
Através das venezianas da janela, ele já verificou que era um conhecido morador da cidade, acompanhado de seus filhos. 
Abriu a porta e aquelas pessoas, todas aparentando uma grande preocupação, entraram em sua casa (molhando o piso e sujando o carpete).

– E aí? Qual de vocês está tão doente ao ponto de me acordar nesta madrugada com tanta chuva? – perguntou o médico.
É o nosso pai, doutor! – disse um dos filhos, apontando para o velho.
O médico, que passou a ficar mal-humorado, virou-se para o velho e perguntou:
– Onde é a sua dor?
– Não estou com nenhuma dor não, doutor!
– E o que está lhe incomodando tanto?
Então o paciente contou a sua estapafúrdia história:
– Doutor! Eu jantei às seis horas da tarde!
Olhou para o relógio e continuou:
– São três horas da madrugada e eu ainda não arrotei!
Se o médico estava de mau-humor, daí em diante ele ficou mesmo foi “puto da vida”. 
Recostou-se no espaldar da cadeira e ficou fitando o ansioso grupo. 
Isto ao som de ribombantes trovões.
Quando voltou a si, o médico pegou a caneta e seu o receituário e rabiscou a medicação e entregou ao paciente, dizendo:
– Agora vocês vão acordar Manoel do Bar!
Então foi a vez dos participantes do grupo ficarem surpresos (inclusive o falso doente) e um deles indagou:
– Que remédio é esse que vende num bar, doutor?
Coca-Cola! – foi a resposta do médico, sarcasticamente, dando por encerrada à consulta da madrugada.

Escritor e colaborador do Bar de Ferreirinha

A vida como ela é

nelson-rodrigues


Ditado



Agora feda



Contra e a favor

mãe-solteira


Coração

 Lina Faria
 Coração
que é coração venera
uma paixão severa
que amenize o calvário
fiel depositário
da quimera 
coração
que é coração exagera
é coração ao avesso
contrário
a tudo que se quisera
pressa
traduzida em espera
fogo revolucionário
véspera
de primavera.


Político sincero



sábado, 16 de fevereiro de 2019

Agora feda



Bibicadas

''O grande problema para localizar os nossos traumas
 de infância é que eles estão completamente ofuscados
 pelos traumas da adolescência e maturidade."
 BIBICA DI BARREIRA



Novo partido



Folhas

                                            CLÁUDIA PINTO

Debaixo de uma catedral de folhas,
sem saber (nem precisar) quem a erguera, 
sob a anêmona do vento nas folhas 
e o que respira agora pela primeira
vez, eu me deito, contemplando as folhas, 
a espinha reta de encontro à madeira
dura, encerada, de um banco, 
manhã já alta.
Em meio a tantas folhas
o coração, livre de escolhas, 
a um só tempo cheio e nulo.
Nada me falta enquanto arfarem as folhas. 
Não aqui, nem no futuro.

Simples

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Toque

mediocridade 2


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Ainda o Fla X Flu

Sem juiz é foda

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Só no cheirinho

Imagem relacionada


O campeão da Globo

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Pergunta e resposta fela da puta

-QUAL A PUNIÇÃO POR BIGAMIA?

-DUAS SOGRAS.

Tecnologia

A tecnologia já foi confortável para os gatos.
tecnologia em 10 anos


Partida

Helga Holtz

Em torno de ti tudo o que é ser 
balança incansável a cauda...
Eu desaponto teu fiel séquito
com a desobediência civil
da minha atormentada alma.
Incontáveis lendas legendam
teu porte, tua alvíssima pele.
A mim, consideram partida...
Mas do teu pau, tantas asas,
quantos castelos construíram?
Eu desmonto teu exército
de bacantes, ovelhas rivais...
Exibo, impassível, a todas,
as feridas abertas, latejantes
da tua morada em meus canais. 

Agora feda



Opinião



Sacanagem



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Experiência é tudo!

A fila andou e chega a vez de uma simpática senhora de cabelos brancos ser atendida pelo caixa do banco:
- Quero sacar R$ 50,00, por favor.
O bancário informa:
- Na boca do caixa o saque mínimo é de R$ 200,00, conforme determinação da Direção Geral. Para valores menores, a senhora precisa sacar no caixa eletrônico.
A idosa, perplexa, avisa:
- Mas eu não sei usar o equipamento.
- Não tem problema: a senhora volte outra hora que eu peço a um colega pra ajudá-la a fazer o saque.
- Então tudo bem: eu vou sacar os R$ 200,00, por favor.
O caixa faz o saque e pergunta:
- A senhora deseja fazer mais alguma operação?
- Sim. Agora eu quero fazer um depósito de R$ 150,00 por favor...

Muita fome



Calor ou birita?

aliviando o calor


Papo furado

POR QUE EU SEMPRE CAIO NESSA?!?     KKKKK N CAI NA SEGUNDA ME DA MEU DINHEIRO Zoas