Por Benjamim Arrola
1. Napoleão vai ressuscitar
Por Benjamim Arrola
Igual a esta maravilhosa obra divina que é o corpo humano são as noções que temos sobre todas as matérias que nossos sentidos assimilam, e sobre as quais formamos opiniões. Distintas, umas de outras, de acordo com nossas crenças. Assim, em política, temos parentes, amigos e conhecidos que gravitam pela esquerda, centro ou direita. Os fanáticos, para os quais os adversários são inimigos, posicionam-se nos extremos da esquerda e da direita. Difícil com eles conversar. E as agressões gratuitas, as manifestações ofensivas, que se leem quando escrevem em grupos dos quais pertencemos, seja no Facebook ou WhatsApp, extrapolam os limites do bom senso e da educação. Mostram claramente que o silêncio ainda é o melhor remédio, porque, quando agridem, esperam igual, para satisfazerem seu ego. Só Freud explica.
Entre nossos olhos, atrás da boca, tão própria para extravasar xingamentos, ou do nariz, tão próprio para olfatear dinheiro público, os extremistas se aproveitam de suas greis partidárias para uso pessoal, ou seja, o eleitor satisfaz sua boca gritando, o político satisfaz seu nariz embolsando. A imensa maioria das pessoas, de esquerda ou direita, simplesmente vivem e deixam viver, discutem e aceitam a contradita.
Entre eles está o centro. Não o Centrão. As pessoas de centro, aquelas que têm atrás dos olhos um cérebro aberto, que falam com calma, analisam sem ódios, decidem pensando - certo ou errado - no que é melhor para sua pátria, qual o político em quem confiar, mais próximas estão da verdade. O comunismo nos deu Stalin e Putin, mas também Xi Jinping. A direita nos deu Hitler e Mussolini, mas também Getúlio Vargas. Dele a frase: Violência gera violência, só o amor constrói para a eternidade.
Promotor de Justiça aposentado
ivar4hartmann@gmail.com
Com a intenção de espalhar mais e mais eventos culturais, entrou no ar domingo passado, 17/05, o Canal TV de Bolso (TVB), iniciativa do jornalista e escritor Djair Galvão, um legítimo caicoense nascido em Mossoró e, atualmente, residente em São Paulo.
O bate-papo é publicado no Youtube e, segundo ele, os programas destacam eventos culturais selecionados nas várias regiões do Brasil.
Podem ser vistos diretamente na palma da mão de qualquer interessado ou interessada em notícias curtas, transmitidas de forma totalmente gratuita em diversas plataformas.
A primeira edição da TVB destaca A Feira do Livro do Pacaembu (em SP), a nova etapa do Curso de Formação em Gestão Cultural do MinC, o projeto Geladeiras Solidárias (na Polônia), fala do Rolê dos Livros (Sesc Pinheiros, em São Paulo), mostra o trabalho da Companhia Teatral Trapiá, de Caicó-RN, que estreia em Salvador (BA), traz dados sobre a predominância de homens na produção literária (matéria da CNN Brasil) e cita o fechamento do anexo do Cine Petrobras (na Rua Augusta, em Sampa).
Por fim, na reta final do primeiro programa da TVB, Djair Galvão dá uma dica: o livro da edição, no caso, A cabeça do Santo, da escritora Socorro Acioli.
Só a cultura nos salva!
Quer assistir? Clique abaixo:
https://youtu.be/skjQixa0E80?si=T39qedjZRPv_tWIm
O evento, previsto para as 19h, no Auditório do CREMERN, tem como objetivo fortalecer a rede de proteção e capacitar profissionais para o enfrentamento de uma das mais complexas realidades da saúde pública.
Sob a coordenação técnica é da pediatra Frankyleide Santana Gomes, o fórum promoverá debates aprofundados sobre protocolos de atendimento clínico, atualizações legislativas — com destaque para a aplicação da Lei Henry Borel — e os fluxos adequados de denúncia.
Após a abertura oficial, conduzida pela presidente do CREMERN, Mérica Giana da Escóssia Melo, será realizada uma série de painéis intersetoriais com especialistas das áreas pública, jurídica e policial.
Entre os temas abordados, destacam-se as Políticas Públicas, apresentadas pela secretária de Direitos Humanos de Natal, Luciana Dantas da Costa Oliveira, que trará um panorama das ações municipais e das estratégias de prevenção em vigor na capital.
Na esfera jurídica, o promotor de Justiça André Mauro Azevedo abordará as diretrizes de atuação do Ministério Público do Rio Grande do Norte no enfrentamento de crimes sexuais e no suporte integral às vítimas.
Já o diretor do Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis, Ricardo Eduardo Lins Batista, discutirá os marcos legais estabelecidos pela Lei nº 13.431/2017 e os reflexos práticos da Lei Henry Borel.
O encerramento técnico será voltado às responsabilidades e condutas da classe médica diante de casos suspeitos, com orientação da própria coordenadora do evento.
O encontro busca consolidar a integração entre os profissionais de saúde e o sistema de garantia de direitos, promovendo um atendimento mais ágil, humanizado e juridicamente seguro às vítimas.
SERVIÇO
Evento: Fórum de Prevenção da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes
Data: Terça-feira, 19 de maio de 2026
Horário: 19h
Local: Auditório da sede do CREMERN (Cidade Alta, Natal/RN)
Inscrições: Gratuitas, pelo link https://docs.google.com/forms/...
Deixa eu aproveitar as definições da Inteligência Artificial, para conceituar um estadista. Ele é um líder político que se destaca por sua visão de longo prazo, sabedoria e capacidade de governar visando o bem-estar coletivo. Diferente do político comum que foca em interesses partidários ou nas próximas eleições, o estadista prioriza o desenvolvimento do país e as futuras gerações. Em diferentes partes do globo terrestre, temos estadistas como Nelson Mandela na África, Abraham Lincoln na América do Norte, Mahatma Gandhi na Ásia e Getúlio Vargas na América Latina.
Nós, infelizmente, nas Américas, só convivemos com um estadista na nossa infância. E sabemos deles pelos livros escolares, onde são citados como exemplos a seguir. São seguidos? Por políticos? Basta o leitor ver a definição da IA para ver como isso é difícil. Aqui, com nossas leis, de propósito brandas para os criminosos ricos, ou bem situados junto ao STF, hoje um Tribunal mal visto pela população, é impossível pensar que possamos gerar um estadista, capaz de nos conduzir para fora do atoleiro e da lama.
Lula acabou com a taxação das blusinhas, comércio desonesto que a China faz com o Brasil. Os chineses vendem mais barato porque os direitos de seus trabalhadores têm menos custo que os brasileiros. O Mercado Comum Europeu, controlado, lá sim, por patriotas, é duro com a China que, para incentivar seu comércio exterior, não cobra impostos sobre produtos exportados e devolve parte de tributos internos para as fábricas locais. Para combatê-los, os europeus exigem mais do que aqui: obrigatoriedade de que os produtos manufaturados tenham um percentual mínimo de peças e materiais fabricados dentro da Europa. Não vendem lá? Lulam aqui.
Promotor de Justiça aposentado
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O Alambique Samanaú está na reta final para apresentar um novo produto, criado em homenagem ao caicoense Vicente Ferreira de Morais, mais conhecido como Ferreirinha, proprietário do bar que hoje leva o seu nome.
Aos 97 anos, o homenageado continua trabalhando normalmente no balcão do estabelecimento desde a inauguração, em 26 de julho de 1959.
A Cachaça Samanaú decidiu prestar a homenagem com o lançamento do drink mais conhecido do país, em reconhecimento à dedicação integral de Ferreirinha ao seu ofício.
Ela é marcada pelo atendimento de excelência oferecido a milhares de clientes do tradicional Bar Salvador, transformado pela própria freguesia em Bar de Ferreirinha.
A exemplo da meladinha, lançada recentemente em Natal, o Alambique Samanaú aposta na crescente tendência do consumidor brasileiro de priorizar bebidas saborizadas e com menor teor alcoólico.
A Caipirinha Ferreirinha atenderá a este perfil de consumo.
Origem — A caipirinha é um coquetel brasileiro criado no interior de São Paulo a partir da mistura de cachaça, limão e açúcar, com raízes que remontam ao século XIX.
O nome faz referência à origem interiorana da bebida, que posteriormente incorporou o gelo à mistura.
Nos primórdios, a caipirinha era associada a fazendeiros e eventos de alto padrão, refletindo a cultura canavieira local e servindo como alternativa a bebidas importadas, como uísque e vinho.
A bebida ganhou notoriedade durante a Semana de Arte Moderna de 1922, quando artistas como Tarsila do Amaral ajudaram a divulgá-la, inclusive levando-a para Paris, onde foi servida a convidados famosos, entre eles Pablo Picasso.
A caipirinha é considerada um símbolo da cultura brasileira e foi tombada como Patrimônio Cultural Brasileiro em 2003.
Também integra a lista oficial de coquetéis da International Bartenders Association e foi apontada como o terceiro melhor drink do mundo em 2024 pelo TasteAtlas.
A fórmula — A caipirinha , drinque nacional brasileiro, é feita com cachaça, açúcar e limão.
A cachaça é a bebida alcoólica destilada mais consumida no Brasil e pode ser apreciada pura ou como base para diversos drinques.
Este coquetel refrescante é simples de preparar: açúcar e limão cortado em quartos devem ser macerados delicadamente com uma colher de pau antes de adicionar cachaça e gelo.
A forma tradicional de preparar a Caipirinha é em uma jarra grande para compartilhar, mas também pode ser servida em um copo old-fashioned com uma rodela de limão como guarnição.
É o que aponta um estudo publicado em março na revista Estudos Econômicos, da USP.
Os pesquisadores Ivana Carla Strapazzon, Marco Tulio Aniceto França e Gustavo Saraiva Frio basearam a análise em dados do Pisa, a maior avaliação educacional do mundo, coordenada pela OCDE.
Desde 2012, o exame conta com um módulo opcional de noções financeiras.
O estudo analisou o desempenho de cerca de 38 mil adolescentes de 15 anos que participaram da edição de 2018.
Segundo Strapazzon, a avaliação abrange tópicos como compreensão sobre dinheiro e transações, planejamento e gestão de recursos, reconhecimento de riscos e retornos e visão do panorama financeiro.
Os pesquisadores concluíram que os jovens que recebem a mesada como um "presente", livre de exigências, apresentam um aprendizado superior, ainda que a diferença de notas não seja de grande dimensão.
A educadora financeira Carol Stange explica que vincular o dinheiro a recompensas pode parecer lógico à primeira vista, mas acaba distorcendo a relação com as finanças.
Para a especialista, a principal função da mesada é educativa, ao permitir que crianças e adolescentes tomem decisões próprias, cometam erros e aprendam com o arrependimento após compras impulsivas.
Apesar dos resultados, o estudo aponta uma limitação importante: o questionário do Pisa não detalha o tipo de atividade que o aluno realiza para ganhar o dinheiro. Fica em aberto se as contrapartidas citadas referem-se a tarefas domésticas leves, horas de trabalho no negócio da família ou até o cuidado com irmãos mais novos.
Com informações da Folha de S.Paulo
O Alambique Samanaú, de Caicó, lançou uma nova bebida industrializada em evento realizado no Beco da Lama, tradicional reduto boêmio localizado no centro de Natal.
O produto, oficialmente chamado de Coquetel Alcoólico Samanaú, serviu de mote para uma homenagem ao ex-deputado, ex-secretário de Estado e conselheiro aposentado do Tribunal de Contas do Estado, Manoel de Brito.
Aos 97 anos de idade, Manoel é um dos mais antigos e entusiasmados apreciadores de uma bebida criada no Bar de Nazi, amigo e compadre: uma alquimia mágica entre cachaça, mel e limão, conhecida como Meladinha.
“Este homem é uma lenda viva da história política e social do Estado. Aos 97 anos, está aqui presente com a família, lúcido e cheio de causos”, afirmou.
Segundo Dadá, conversar com Manoel é sempre um aprendizado. Em uma das conversas recentes, ocorreu o seguinte diálogo:
MB — Dadá, cachaça é que nem mulher: ruim é faltar!
DC — Por isso é que eu construí um alambique em Caicó!
MB — Pra não faltar mulher?
DC — Não: pra não faltar cachaça!
Por ser uma bebida típica do Rio Grande do Norte, a homenagem a Manoel de Brito resgata essa tradição e pode inspirar outros alambiques a produzirem meladinhas com suas próprias marcas.
O evento no Beco da Lama, animado por Kanelinha e banda, teve clima afetivo e festivo. A Meladinha Manoel de Brito estará disponível nos mesmos pontos de venda que já distribuem os produtos Samanaú.
A decisão de produzir a meladinha decorre da constatação de que o consumidor brasileiro vem demonstrando preferência por bebidas de menor teor alcoólico, como cachaças e vodcas saborizadas, em torno de 20 graus ou menos.
“É uma mudança no padrão de consumo de bebidas alcoólicas que tende a se consolidar”, disse Dadá.
Meladinha é uma instituição de Natal
Gustavo de Brito (filho do homenageado)
Senhoras e senhores,
Hoje é um daqueles momentos que aquecem profundamente o coração da gente.
Falar do meu pai, Manoel de Medeiros Brito, e recordar a amizade dele com Nazi Canan, aqui nesse ambiente tão simbólico, é motivo de enorme emoção para toda a nossa família.
Meu pai nasceu em Jardim do Seridó, no dia 6 de julho de 1928, no velho sobrado da nossa família — a mesma casa que até hoje nos pertence, quase 100 anos depois. Embora não seja o filho mais velho, ele foi o primeiro dos filhos de dona Chiquinha Brito e de Zusa Moita a nascer naquele casarão tão importante para a nossa história.
Foi ali que começou uma trajetória construída com trabalho, dignidade e muita perseverança.
Meus avós eram empreendedores numa época em que empreender no interior exigia coragem e visão. Transformaram aquela residência no tradicional Jardim Hotel, que se tornou um verdadeiro ponto de encontro em Jardim do Seridó.
Por aquele hotel passaram autoridades, políticos, comerciantes e amigos vindos de várias partes do Rio Grande do Norte e de outros estados. E foi nesse ambiente que meu pai cresceu: ouvindo conversas, observando pessoas e aprendendo desde cedo a importância das relações humanas, da palavra e da boa convivência.
A vida, porém, também lhe trouxe dificuldades muito cedo. Meu avô faleceu em 1940, e meu pai, ainda jovem, precisou amadurecer rapidamente. Estudou no Colégio Diocesano Seridoense, em Caicó, sendo interno e integrante da primeira turma daquela instituição. Depois veio para Natal, estudou no Ateneu e passou a dar aulas particulares para filhos de famílias abastadas da capital, preparando muitos jovens para o antigo exame de admissão.
Mais tarde, em 1950, foi para o Rio de Janeiro com a ajuda do então governador José Varela, que lhe proporcionou a passagem aérea para a então capital do Brasil. E ali a vida começou a lhe abrir novos caminhos.
Meu pai sempre conviveu com pessoas trabalhadoras. E isso confirma uma frase muito verdadeira: “dize-me com quem andas e eu te direi quem és”.
Convivendo com pessoas de bem e vitoriosas, ele assim conquistou projeção e, consequentemente, vários espaços na vida pública do RN.
Em 1954, elegeu-se deputado estadual pela primeira vez. Reelegeu-se em 1958. Depois, em 1962, renunciou ao mandato para assumir uma missão no Tribunal de Contas, por nomeação do governador Aluízio Alves.
Posteriormente, foi convidado pelo Monsenhor Walfredo Gurgel para exercer uma das funções mais importantes do Estado: a chefia da Casa Civil, cargo que ocupou entre 1965 e 1969.
E foi justamente nesse período que nasceu uma das amizades mais bonitas da vida dele.
Ali perto do Palácio, no velho e eterno Beco da Lama, estava Nazi Canan e sua lendária Meladinha.
A Meladinha de Nazir não era apenas um bar, mas uma verdadeira instituição da cidade do Natal.
Ali se encontravam poetas, jornalistas, políticos, boêmios, intelectuais, comerciantes e pessoas simples do povo. Mas havia uma característica especial naquele lugar: diante de Nazi Canan, todos eram iguais.
Nazir tinha algo raro: inteligência, firmeza, humor, generosidade e uma capacidade impressionante de acolher as pessoas. Era sério quando precisava ser, engraçado quase o tempo todo e dono de uma verve inesquecível.
Meu pai encontrou ali mais do que um amigo.
Encontrou um irmão.
A amizade foi tão verdadeira que se transformou em compadrio. Mais tarde, Nazi Canan se tornou padrinho do meu irmão Marcelo Brito.
E nós, filhos, crescemos vendo essa amizade acontecer.
Muitas vezes viemos para cá acompanhando meus pais, vendo meu pai sentado entre amigos, conversando, sorrindo, celebrando a vida enquanto apreciava aquela meladinha tão famosa e tão querida.
Essas lembranças ficaram eternizadas na nossa memória.
Por isso, estar aqui hoje é tão especial. Porque esta homenagem não fala apenas de uma bebida. Ela fala de amizade. Fala de lealdade. Fala de afeto. Fala de um tempo em que as relações humanas tinham profundidade, permanência e verdade.
Quero, portanto, agradecer de coração ao Deputado Dadá Costa pela sensibilidade desta homenagem.
Ao lembrar de Nazi Canan, ele também honra uma parte importante da história afetiva e cultural de Natal.
Nazi hoje está no céu.
E meu pai, graças a Deus, está aqui entre nós, podendo reviver essas memórias e apreciar novamente esse sabor tão simbólico — esse coquetel de mel, afeto, amizade e lembranças que nós chamamos carinhosamente de meladinha.
Em nome da nossa família, deixo aqui a nossa mais sincera gratidão ao Deputado Dadá Costa e a todos pela presença, pelo carinho e por compartilharem conosco este momento tão bonito e inesquecível.
Muito obrigado!
Depois de receber um diagnóstico de câncer, muitos pacientes descobrem algo ainda mais inquietante: a doença pode não ter surgido por acaso.
Em parte dos casos, existe uma mutação hereditária capaz de ser transmitida para filhos, irmãos e pais sem que ninguém saiba.
Essa foi a principal conclusão do maior estudo genômico do câncer já realizado no Brasil, publicado na revista científica The Lancet Regional Health – Americas.
A pesquisa sequenciou o genoma completo de 275 pacientes com câncer de mama, próstata ou intestino atendidos em hospitais públicos das cinco regiões do país.
O dado mais impactante: um em cada 10 pacientes carregava mutações hereditárias associadas ao aumento do risco de câncer.
O estudo integra o projeto Mapa Genoma Brasil, iniciativa do Ministério da Saúde coordenada pelo Hospital BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, e pode mudar imediatamente os tratamentos.
Pacientes com alterações nos genes BRCA1 e BRCA2, por exemplo, podem responder melhor a medicamentos específicos chamados inibidores de PARP.
Já mutações ligadas à Síndrome de Lynch podem indicar maior eficácia da imunoterapia em casos de câncer de intestino.
O aspecto mais urgente da pesquisa apareceu entre os familiares: quase 40% dos parentes testados também tinham as mesmas alterações genéticas, embora ainda não apresentassem câncer.
Nesses casos, o teste genético permite iniciar acompanhamento preventivo antes do surgimento da doença.
Pessoas com mutações no BRCA1 podem ter risco de até 85% de câncer de mama ao longo da vida.
Já alterações no gene TP53, associadas à Síndrome de Li-Fraumeni, elevam para mais de 90% a chance de desenvolver algum tipo de câncer.
A conclusão dos pesquisadores mostra que identificar essas mutações cedo pode salvar vidas, não só de pacientes, mas de famílias inteiras.
Quatro advogados foram presos acusados de liderar um esquema de litigância predatória que operava em dez estados brasileiros.
O golpe funcionava com a captação de clientes em áreas vulneráveis e assentamentos rurais com a promessa de "limpar o nome" de endividados.
De posse de procurações genéricas, os advogados abriam milhares de processos contra bancos, muitas vezes sem que o próprio cliente soubesse.
O esquema envolvia falsificação de assinaturas, documentos forjados e o uso de dados sigilosos obtidos ilegalmente.
Lucro no volume - A ousadia mais a certeza da impunidade era tamanha, que um único investigado ajuizou mais de 10 mil ações em apenas dois anos.
Mesmo perdendo 80% das causas, o grupo lucrava: como os clientes tinham direito à Justiça gratuita, os advogados não pagavam custas processuais nas derrotas.
Nas raras vitórias, ficavam com os honorários e ainda abocanhavam taxas extras dos clientes.
Além das prisões preventivas, a Justiça determinou a suspensão dos registros na OAB e o bloqueio de R$ 25 milhões em bens, incluindo criptomoedas e imóveis.
A investigação mostrou que o grupo atuava de forma organizada, com divisões entre quem captava os clientes, quem acessava dados bancários e quem operava a massa de processos.
Tenho dois sobrinhos pilotos. Então acho que o Erich Hartmann é meu primo. Erich foi o maior piloto de caça da Segunda Guerra Mundial e da história mundial, com o maior número de vitórias aéreas. Ele abateu incríveis 352 aviões inimigos, em 1400 missões de combate, sem nunca ter sido derrubado. No Google é o "Ás dos Ases”. Dos 16 pousos forçados que fez na frente de batalha, contava da miséria e da ignorância em que viviam os camponeses russos. Que se refletia na incompetência de pilotos e oficiais russos. Perdura hoje na guerra da Ucrânia.
O desfile do Dia da Vitória em Moscou em 9 de maio na Praça Vermelha, celebrou a vitória soviética sobre a Alemanha nazista, ao entrarem em Berlim. Porque o 9 de maio foi uma vitória americana? Leiam e entenderão. Quando os americanos, já naquela época a grande potência ocidental, entraram na Segunda Guerra, esta se definiu pelos chamados Aliados, entre os quais estavam os russos. Havia necessidade de uma segunda frente de batalha. Para não deixar os nazistas tomar Moscou, os EUA passaram a fornecer armas aos soviéticos. 15.000 aviões ou 30% das aeronaves militares soviéticas. 6.000 tanques e mais 53% da artilharia comunista, 400.000 caminhões e jipes, toneladas de combustível e alimentos.
Abril de 1945: os russos estavam a 80 km de Berlim. Os aliados parados a 100 km da cidade, esperando a luta terminar. Por que parados, esperando? Os americanos decidiram que o custo humano para capturar Berlim seria muito alto, optando por não lutar na batalha final. Os soviéticos conquistaram a cidade em 2 de maio. Na batalha final (16 de abril a 2 de maio de 1945), estima-se que 90.000 soldados soviéticos morreram e mais de 220.000 ficaram feridos. De quem a vitória?
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Por Benjamim Arrola
“Metade do mundo são mulheres. A outra metade, os filhos delas.” (Efu Nyaki)
Há mães que nos trouxeram ao mundo. Há mães que perderam filhos. Há mulheres que nunca tiveram filhos. Há mulheres que não pretendem tê-los. Em todas elas, há o traço exclusivamente feminino sempre pronto para acolher, cuidar do mundo como se faz a um filho: o espírito da maternidade.
Nas escuridões, a gente vai descobrindo a luz até nos pontos cegos. A sorte de ter crescido numa casa de mulheres tem iluminado minha maneira de vivenciar o Dia das Mães desde que minha mãe se foi para o infinito — e lá se vão tantos anos! Agora entendo melhor uma interrogação que sempre carreguei a respeito de uma estranha saudade prévia, cotidiana daquela mulher que ainda estava presente e a postos por mim. Depois que ela se foi me dei conta de que era uma espécie de contagem regressiva, um aviso nem sempre muito claro para que eu vivenciasse cada minuto daquele tesouro, porque seria finito.
Agora enxergo minha mãe em todas as velhas senhoras que passam diante dos meus olhos. Mesmo aquelas com quem jamais vou trocar qualquer palavra, apenas observar um átimo de suas vidas num recanto de supermercado, numa conversa com alguém que imagino seja seu filho ou filha, num sorriso delicado, na forma pacífica e suave de se pronunciar ou agir. Agora estou ainda mais atento a qualquer pedido de ajuda que eu possa receber. Às vezes, sem pedido algum, me pego tentando ajudar, sendo simpático com uma dessas criaturas acumuladas de tempo nas rugas, no cabelo branco, no passo mais lento, na voz conciliadora. É meu gesto em busca do afago que certamente receberia da minha mãe.
Agora enxergo minha mãe na minha irmã, também mãe, que me deu sobrinhos adoráveis. Na minha filha, e na mãe dela. Nas mulheres que fazem parte da minha vida. Agora enxergo melhor o arrebatador conceito de maternidade, que faz soar a música do grande concerto da existência em acordes ora simples ora complicados. Um arranjo grandioso cuja partitura é escrita com a fragilidade humana e seus temores, presságios, alegrias, dores, dúvidas, erros, acertos, encontros, desencontros, desencantos, recompensas que só a grandeza feminina é capaz de reger. É a expressão única dos solistas das orquestras, é quando faz todo sentido a velha sabedoria “maternidade não vem com manual de instruções”.
É justo reverenciar com devoção a mulher que faz do próprio corpo a matriz da vida. A mesma que também personifica a maternidade quando ampara netos, sobrinhos, enteados e afilhados, que também é capaz de se tornar mãe dos filhos gerados por outras mães.
A mãe é a única linguagem verdadeiramente universal, a grande catedral da religião de todos nós. Hoje é o dia da grande cerimônia, do culto principal, de fazer nossa melhor oração — até os ateus sabem. Aquela que chega a qualquer plano da existência humana. Aquela que não depende de crença ou religião, não tem modelo, não foi escrita para ser repetida em decoreba. Aquela que surge naturalmente da saudade que não passa, passe o tempo que passar. Amém!
Todos já dissemos muito sobre mãe. Que hoje e todos os dias Deus abençoe todas as mães e perdoe todos os filhos que não vivenciaram a filiação de forma umbilical. Experimente acariciar o próprio umbigo e talvez perceba que ele é muito mais do que uma cicatriz na própria pele. Pode até ser uma fonte das melhores lágrimas.
História - A norte-americana Anna Maria Jarvis entrou em profundo estado de tristeza pela morte de sua mãe Ann Maria Reeves Jarvis, ocorrida em 9 de maio de 1905, uma terça-feira. A órfã contava 41 anos e as amigas estavam preocupadas com seu estado emocional em razão da perda.
Assim, idealizaram uma festa para animar Anna e homenagear sua mãe Ann, uma reconhecida ativista social com grande atuação durante a Guerra Civil Americana, que terminou como a inspiradora da criação do Dia das Mães.
A filha Anna encampou uma campanha e conseguiu oficializar a data nos EUA, primeiro na Virgínia Ocidental (em 1910), iniciativa que foi seguida por diversos outros estados. Em 1914 tornou-se data nacional no país e se espalhou pelo mundo. Entretanto, em 1920 ela já estava incomodada com a exploração comercial da data e processou diversas empresas, sem sucesso. Tanto que o Dia das Mães segue como um dos feriados mais lucrativos, um grande gerador de vendas.
Leia mais sobre essa história admirável neste link.
Por Benjamim Arrola
O espaço funciona em um contêiner marítimo adaptado na Avenida Praia de Ponta Negra, uma ideia da designer social e empreendedora Cris Ribeiro.
A iniciativa é uma vitrine viva da identidade potiguar, e receberá propostas para eventos e lançamentos culturais entre maio e junho de 2026, sem custos.
A estreia do espaço ocorreu com a mostra “Natal, Original é Ser”. Com esta pegada, a Casa passa a selecionar projetos que valorizem a cultura local, o impacto social e a inclusão.
As inscrições seguem até 7 de maio de 2026 e a divulgação da programação oficial ocorrerá a partir de 9 de maio.
Os interessados devem enviar suas propostas para o e-mail projetolugaresdecharme@gmail.com.
A proposta é fortalecer a identidade local por meio do design autoral e de iniciativas que conectem cultura e território.
Atualmente, o público pode visitar o espaço e conferir peças em crochê, trançado de palha de coqueiro e bordados que expressam a história de Natal sob a ótica do design afetivo e circular.
A Casa Impacto Natal conta com patrocínio da Prefeitura de Natal, via Programa Djalma Maranhão e Funcart, além de instituições como Colégio CEI, Unimed Natal e parceiros públicos e privados que apoiam a iniciativa.
O Mercosul é o acordo econômico entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Visa facilitar o intercâmbio de mercadorias entre estes países. Os dois primeiros, grandes e ricos em indústrias, grãos, pecuária e petróleo. Os dois últimos pequenos, com economias sólidas. Somam 273 milhões de habitantes em quase 12 milhões de km2. Para o mundo, números gigantes. Grande mercado importador e exportador. A União Europeia é formada por 27 países, população de 450 milhões de habitantes, 4 milhões de km², 6% da população mundial e o terceiro maior bloco populacional do mundo, após a China e a Índia. Facilitar tarifas, melhorando os preços para uma população de mais de 720 milhões, o dobro da americana, era uma tarefa hercúlea.
Para os países envolvidos, os europeus entre as grandes potências mundiais, foi uma tarefa que desafiou governos e interesses regionais. Com a conclusão do acordo, prevê-se a eliminação de tarifas para 91% das exportações da UE pelo Mercosul e 92% das exportações do Mercosul pela UE ao longo de até 15 anos. Pelo lado do Mercosul, o Brasil foi o último a ratificar e aprovar o acordo. Os outros três o tinham aprovado entre fevereiro e março deste ano.
A parte comercial do acordo entrou em vigor neste 1º de maio. Nos unimos aos melhores. A União Europeia é composta de países ricos ou menos ricos, e a união deles pela OTAN, garante à autodefesa, mas não a conquista. A UE é confiável, ao contrário dos EUA ou China. Os americanos estão dando prova disso. A Rússia, centenariamente, em todos seus governos, se dedica a invadir, anexar e explorar os países vizinhos. A Índia é um bom parceiro. Mas o casamento ideal era com a UE. Estamos de parabéns. Para comemorar, o vinho vai baixar de preço...
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Djair Galvão - Escritor e Jornalista