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terça-feira, 8 de setembro de 2026

RN sedia etapa do brasileiro de Wingfoil


O Rio Grande do Norte será palco de mais uma etapa do Campeonato Brasileiro de Wingfoil, reunindo a elite nacional e internacional do esporte em São Miguel do Gostoso e Touros. 

Evento, conhecido como Gostoso Wingfoil Cup,  será realizado entre os dias 24 e 27 de setembro em um dos destinos mais procurados do Brasil para a prática de esportes movidos pelo vento.

Durante quatro dias, os competidores disputarão provas nas categorias Race, Freestyle e Wave, aproveitando as condições de vento e mar que fazem da região um dos principais destinos para a prática do wingfoil.

Consolidado no calendário esportivo nacional, o campeonato retorna ao litoral potiguar e reforça a posição de São Miguel do Gostoso/Touros como referência para as modalidades à vela e os esportes aquáticos.

A etapa terá como sede o Kauli Seadi Water Sports Club e deverá movimentar a região com a presença de atletas, equipes técnicas, turistas e admiradores do esporte, contribuindo para o fortalecimento do turismo esportivo e da economia local.

Aliando adrenalina, técnica e contato com a natureza, o Campeonato Brasileiro de Wingfoil vem se consolidando entre os principais eventos da modalidade no país, atraindo competidores de diferentes estados brasileiros e também do exterior.

A realização é da Associação de Classes Wingfoil (ABWing) e da Confederação Brasileira de Vela, com apoio do Kauli Seadi Water Sports Club.

Seu voto em 2026 vai avançar ou retroceder?

  


Rômulo Rodrigues

Na eleição de 2022, nos quesitos votos para Presidente da República e para Governadora do Estado, Caicó registrou o fenômeno do voto que aponta para frente. Já na escolha para deputado federal, o eleitorado da Rainha do Seridó fez uma compensação que acabou tirando parte do brilho dos resultados majoritários.

E aí o escriba precisa fazer uma pausa para refletir: como explicar uma votação expressiva na escolha do projeto de governo identificado com o progresso e, na hora de eleger uma bancada de deputados capaz de viabilizar esse projeto, o eleitorado ajuda a eleger representantes que, em diversas ocasiões, atuam para dificultar a implementação de políticas defendidas pelo campo progressista? Nesse ponto, fica a impressão de que o movimento que parecia caminhar para frente, acabou dando alguns passos para trás.

No dia 2 de setembro, o senador Rogério Marinho atuou para impedir a redução da jornada de trabalho na escala 6x1, uma proposta que conta com amplo apoio popular. É inevitável, portanto, refletir sobre os 11.932 votos que ele recebeu em Caicó. Não se trata de qualificar os eleitores, mas de questionar as escolhas políticas e suas consequências. 

Se determinados partidos e seus representantes atuam contra pautas que beneficiam diretamente os trabalhadores, é legítimo perguntar por que continuam recebendo votos na cidade. E essa reflexão ganha importância diante da perspectiva de uma candidatura do Seridó alinhada ao campo progressista em 2026.

Há uma definição clássica para quem costuma dizer: “Eu odeio o PT. Sou contra a esquerda.” Vejamos, então, o que está em disputa. A esquerda, historicamente, reivindica políticas de combate à desigualdade, à fome, à miséria, ao analfabetismo, ao racismo, ao machismo, à homofobia e à pobreza. 

Defende a proteção dos direitos trabalhistas, a manutenção da CLT, a redução das jornadas exaustivas e o enfrentamento de práticas que representem retrocesso social e civilizatório. E a direita, na definição mais simplificada desse discurso, muitas vezes parece ter como principal ponto de convergência a oposição à esquerda.

No segundo turno da eleição presidencial de 2022, partidos e grupos políticos apoiados por parte do eleitorado caicoense participaram de ações que dificultaram o acesso de eleitores aos locais de votação, sob a alegação de que esses eleitores votariam em Lula. Depois da confirmação do resultado, houve tentativas de questionar a legitimidade do processo eleitoral e de impedir a diplomação e a posse dos eleitos.

Posteriormente, vieram à tona investigações sobre uma trama golpista que incluía a chamada “Punhal Verde e Amarelo”, plano que, segundo as investigações, previa o assassinato do presidente eleito, de seu vice e de um ministro do Supremo Tribunal Federal. Diante do fracasso das articulações golpistas, o país ainda assistiu aos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas. 

É nesse contexto que o debate eleitoral de 2026 precisa ser colocado. Quando um candidato defende uma aproximação que possa comprometer a soberania brasileira ou chega a falar em anexação do Brasil aos Estados Unidos, não se trata apenas de uma escolha entre esquerda e direita. Trata-se de decidir que país queremos construir: um Brasil soberano, capaz de definir seus próprios caminhos, ou um país subordinado aos interesses de outra potência.

Para o eleitor de Caicó e do Seridó, talvez seja hora de fazer a pergunta que realmente importa: o voto vai continuar andando para trás ou, finalmente, vai voltar a apontar para frente?

Militante político 

Aspectos da Guerra dos Farrapos

             

Ivar Hartmann

O título deste artigo é também o título do livro de minha autoria publicado pela Universidade FEEVALE, de Novo Hamburgo, em 2002 e ora esgotado. Em capítulos de fácil leitura, de acordo com os interesses de leitores que querem uma visão ampla, mas sucinta, do maior movimento revolucionário brasileiro, ao seu tempo, capaz de lutar e resistir ao Império do Brasil por dez anos. O IBGE calcula a população do Brasil em 1835 em quase 6 milhões de habitantes. A população negra estima-se em 30% deste total. Em 1872 a população total do Rio Grande do Sul era de 450 mil habitantes, dos quais 150 mil eram negros: 65 mil ainda escravizados e 85 mil livres.


PORONGOS - Presentes desde a Batalha do Seival, os negros farroupilhas foram sempre fator importantíssimo do exército farroupilha. Calculam em torno de trinta 30% de suas forças.  Divididos em duas colunas de cerca de 400 homens cada uma, comandadas por oficiais brancos, a mais famosa foi o 1º. Corpo de Lanceiros Negros, comandada pelo coronel Teixeira Nunes. Em 14 de novembro de 1844, quando já se tratava da paz entre os republicanos e os imperais, aconteceu o ataque de surpresa dos últimos ao acampamento dos Lanceiros, desarmados, em Porongos, no hoje município de Pinheiro Machado. Foram mortos 100 lanceiros e 300 aprisionados, entre negros, brancos e oficiais.  


O responsável: Davi Canabarro, comandante em chefe farroupilha dos acampamentos na região de Porongos. Até hoje os historiadores se dividem entre duas teses: foi traição de Canabarro ou surpresa imperial? Para as duas teses há historiadores importantes defendendo-as. Porongos registrou com mais sangue a história dos Lanceiros. Soldados gaúchos da liberdade e da igualdade. Do primeiro ao último combate dos Farroupilhas.


Promotor de Justiça aposentado

ivar4hartmann@gmail.com


sexta-feira, 4 de setembro de 2026

O voto não tem preço: tem consequências

 


Rômulo Rodrigues

Nada mais oportuno do que resgatar um argumento que, de tão óbvio, muitos insistem em não considerar, embora seja secular: o voto é uma escolha que atravessa o tempo e, como já ensinava Platão, há 2.400 anos, carrega consequências.

E agora, quando se aproxima a hora de votar, a pergunta se impõe: qual projeto de Brasil queremos? Aprofundar o caminho da soberania, com uma visão de futuro mais alvissareira, ou retroceder ao colonialismo exterminador? Votar pela continuidade de um comandante à frente do navio, reconhecendo que o voto é uma escolha pessoal do eleitor e não tem preço — mas, sim, consequências? Ou votar em um projeto de subordinação à barbárie, marcado pela ausência de qualquer ideia de nação soberana?

O raciocínio de Platão era simples: para pilotar um navio, exige-se qualificação; para operar uma pessoa, são necessários anos de estudo e muito conhecimento e para construir uma ponte, são indispensáveis inúmeros cálculos. Mas, para governar um país, fazê-lo ocupar espaço nas agendas mundiais e eleger um Congresso Nacional capaz de dar sustentação a esse projeto, os entreguistas querem fazer o povo acreditar que basta teclar alguns números na urna eletrônica — e pronto.

O diagnóstico é triste e pode ser constatado na nossa realidade política: quantas pessoas irão à cabine eleitoral movidas pelo ódio a um partido político ou a quem recebeu um país quebrado, na 12ª posição da economia mundial, conduziu-o à 6ª posição, viu sua sucessora ser golpeada por abutres, retomou as rédeas do país e já começou a recolocá-lo no lugar que lhe cabe?

Enquanto isso, o Partido Midiático parece só pensar em derrubar, pouco importando se, com isso, o país retrocederá ainda mais sob o comando de seus prepostos. Quando o voto é movido pelo ódio, vale recorrer a um exemplo bastante educativo do reino animal: a cigarra, tomada pelo ódio à formiga, votou no inseticida. No fim, morreram todas — inclusive os grilos, que votaram em branco ou nulo, e as moscas, que preferiram se abster.

No próximo dia 4 de outubro, o povo do Seridó dará um recado contundente contra as práticas de negar a democracia, trair a pátria e alimentar o ódio. E também contra aqueles e aquelas que, pelo que representam, nem sequer deveriam macular o interior das urnas eletrônicas com suas faces repugnantes.

Vão de retro, seus demônios!

Militante político 

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Será Januária a antítese da política?

 


Rômulo Rodrigues

Chico Buarque disse alhures que toda gente homenageia Januária na janela e que, até o mar faz maré cheia para chegar mais perto dela! Mas, a cada dois anos muitas brasileiras e muitos brasileiros focam nas janelas da política achando-a feia e dizendo abominá-la.

Serão estes os critérios da verdade absoluta ou uma fuga da realidade, da real política, conforme entendo de Freud em Psicologia das massas e análise do Eu? Retorno a Chico e vejo que mesmo calados muitos peitos, restam as cucas dos bêbados nos centros das cidades ou dos bares.

Melhor consultar o filósofo e matemático francês Renê Descartes que nos legou três variáveis: a verdade, além de ser filha do tempo e filha da autoridade, é também filha da ciência. E todo bom cientista político corrobora com: política é ciência e arte.

Porém, pelo dinamismo dos acontecimentos em fins da década de 1980 e início de 1990 alguns companheiros reunidos em uma casa no bairro da Mooca, em São Paulo, decidiram editar uma revista mensal cujo título foi A Arma da Crítica, para definir que este era o melhor entendimento para a política, e que a guerra era a crítica das armas, como está provado hoje pelas ações bélicas de Donald Trump e Benjamim Netanyahu na Palestina e no Irã, palcos de genocídios.

O projeto editorial não prosperou, mas, resistiu o quanto pode à destruição neoliberal que assolou o Brasil. Os frutos da resistência estão aí: classe trabalhadora organizada com alto nível de consciência, a maior central de trabalhadores da América Latina, a CUT, e um partido político, PT, com 46 anos de resistência democrática que nas últimas 9 eleições presidenciais venceu 5, perdeu 4 e caminha para um placar de 6x4 em 2026.

O Brasil ainda tem muito que avançar na elevação do nível de consciência do povo, principalmente da classe trabalhadora. Mas, ao olhar para trás, ver o grau de conquistas e vitórias obtidas e saber que produziu para o mundo um Estadista dos mais respeitados, é imperioso dizer: se muito valeu o que foi feito, mais vale o que será.

Militante político

Eleições: parelha e agressiva

            

Ivar Hartmann

Indicados os candidatos aos cargos eletivos a serem disputados este ano, de deputado estadual a Presidente da República, se notam duas faces: a primeira, a quantidade de eleitores que não tem candidato definido para os mandatos legislativos, e a segunda, que veio em um crescendo desde a eleição de Bolsonaro: mais que nomes, disputa-se a escolha da direita ou esquerda. A direita, com três candidatos possíveis, Flávio, Caiado e Zema, representando vários partidos. A esquerda, com Lula, representando o petismo, comunistas e outros partidos menores. Igual de importante: nós eleitores, julgando nas urnas, o STF e seus ministros. Ou seja, repúdio ou apoio. Sim ou não?


O debate que hoje claramente toma conta dos noticiários nacionais, é sobre irregularidades relativas a um filme biográfico, envolvendo Flávio e Vorcaro, e um novo escândalo do Lulinha, filho de Lula. Que, aliado aos recentes golpes no INSS e a obrigatória retirada de figuras chaves da campanha da esquerda, envolvidas em corrupção nos últimos meses, faz renascer entre os eleitores o temor de novas Lava Jato. Mostrando que as benesses promovidas por ministros do STF, protegendo delinquentes nela envolvidos, abriram caminho para novos casos de bandidagem contra os brasileiros.


Falando em Lava Jato, e do local onde ocorreu, o Paraná. Tivemos a luta do STF contra o promotor local, cabeça da acusação, que acabou cassado politicamente e agora é o candidato a senador, com a preferência dos eleitores do Estado, exatamente contra uma figura chave da esquerda. A par disso, o juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, que não foi cassado por um triz, está quase eleito para governador do mesmo Estado. Claramente, lá também, o STF está sendo julgado.


Promotor de Justiça aposentado

ivar4hartmann@gmail.com


terça-feira, 25 de agosto de 2026

Eleição não é coisa do diabo


Rômulo Rodrigues

Pois é: ele tem sempre gente sua disfarçada, em todos os pleitos, tentando embrulhar as mentes das pessoas. Tem um que não nos deixa passar em branco a memória do dia 24 de agosto de 1954 ou, dia do sacrifício de Getúlio Vargas, impulsionado ao trágico desfecho por uma campanha de ódio copiada do Macarthismo estadunidense (prática política de repressão e perseguição a cidadãos de esquerda), que passou a ser a doutrina do lacerdismo udenista, saindo-se mal no debate da Band atirando no candidato que elegeu como seu principal oponente, colocando em cena quem não está na disputa.

Como veterano, demonstrando cansaço, com voz embargada e trocando palavras mais parecendo quem não está motivada a cumprir a tarefa imposta, parecia um estereótipo da velha política do ódio, que está em moda, que quer representar e tem tudo para amargar um 3º lugar.

Teve um segundo que deu a impressão de ter sido convencido por algum milagroso marqueteiro, que o segredo estava em se apresentar aos moldes daqueles personagens caricatos dos programas de auditório de Sílvio Santos ou de Chacrinha que, qualquer que fosse o tema, exibia no peito umas folhas de papel em branco e bradava: eu tenho um programa de governo.

Ora, pois, seu gênio da comunicação! Na próxima vez, sopre no ouvido dele que o tipo de argumento usado parece se referir a listas de compras de supermercado: todo mundo tem a sua, com os mesmos produtos, e diferenças só nas quantidades e marcas.

O terceiro despertou minha atenção. Mesmo não tendo feito as categorias de base da política, com tranquilidade matou todas as bolas no peito, encarou os marcadores, com aquele olhar seguro, como quem diz, venham para o jogo que ele é jogado. Quem é pescado é o tucunaré!

Estamos no começo da gincana e verifiquem bem as suas cartas, porque ficará muito feio perante os votantes, competidores que representam as velhas oligarquias serem flagrados em blefes, sem trunfo para mostrar.

Militante político

Queimam a alma, aquecem os corpos

           

Ivar Hartmann

Eu não estava presente, é claro, mas, asseguro: quando o raio atingiu a árvore e queimou seus galhos, lançando labaredas e criando brasas, o “homo erectus” , após o terror, se assustou, depois se maravilhou e ao final fez do fogo seu companheiro fiel, vida afora. O fogo aquece o ambiente e o alimento. Suas labaredas enfeitiçam nas lareiras estes dias. Suas chamas, quando lembram a pátria, transformam-se em promessa nossa de amor à terra onde nascemos. 


Feliz coincidência, os fogos da Semana da Pátria e os fogos da Semana Farroupilha, nestes dias, transitam pelas cidades brasileiras e rio-grandenses. Irmanados.


7 de setembro de 1822 - Pedro I, Regente do Brasil em nome de Portugal. Viajava pela Província de São Paulo, quando, à beira de um arroio, recebe um correio com despachos de Portugal e da sua Corte no Rio de Janeiro. Com a impulsividade que caracterizou sua curta vida, juntou sua guarda e cortesãos ao redor de si e desembainhou a espada. Proferiu uma arenga justificativa e bradou: “Independência ou Morte! ” Ao contrário dos outros países latinos, seu ato possibilitou a independência brasileira sem guerras.


10 de setembro de 1836 – 14 anos depois. Província de São Pedro do Rio Grande do Sul. Os gaúchos lutavam contra os brasileiros para garantir serem ouvidos na corte de surdos do Rio de Janeiro. Debalde tinham clamado por seus justos pleitos. No arroio Seival, no Sul, o general Antônio de Souza Neto, comandante farrapo, vê, no alto da coxilha, uma tropa inimiga. Com a impulsividade que norteou sua vida, desembainhou a espada. E bradou: “Ao ataque! Não quero ouvir um só tiro. Vai ser a lança e espada!”. 


No dia seguinte à sua grande vitória, ali perto, proclamou a República Rio-grandense.


Promotor de Justiça aposentado

ivar4hartmann@gmail.com


terça-feira, 7 de julho de 2026

URGENTE: Trump ameaça parar a Copa


Ele não aceita o resultado do jogo de ontem, quando a Bélgica venceu por 4 X 1 e 
pulverizou o time americano 

EXCLUSIVO - O presidente e síndico mundial Donald Trump telefonou ontem ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, logo após o jogo entre as seleções dos EUA X Bélgica, e exigiu que o jogo seja cancelado e que a Federação marque uma nova partida.

Os belgas massacraram os americanos pelo placar de 4 X 1, resultado considerado humilhante para os planos geopolíticos de tornar a América Grande de Novo.

Na conversa com Infantino, Trump impôs uma regra especial para a nova partida: os Estados Unidos jogarão com 11 atletas e os belgas com apenas sete.

Para cada gol marcado no jogo de ontem, o dono do mundo exigiu que a FIFA retire um atleta da Bélgica de campo para equilibrar as ações.

O presidente da FIFA confirmou ter recebido a ligação, mas em manifestação publicada nas redes sociais ele destacou que os órgãos judiciais da FIFA estão negociando a retirada de apenas três atletas belgas na nova partida.

Outra exigência de Trump, apurada com exclusividade pelo Bar de Ferreirinha, é que trio de arbitragem seja todo americano.

O VAR ficará instalado numa sala especial da NASA, para evitar o risco de um novo massacre.

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Trambicagem

Imagem gerada por IA

Alisando Cresci*

Quando o jeitoso perde o jeito e acredita que pode dar jeito, está nu como o trambiqueiro em plena trambicagem

Deu no jornal que Jaques Wagner fez sua entrada triunfal no lamaçal do Banco Master, depois que a PF finalmente trombou com mais um segredo de liquidificador que zumbia há tempos nos ares de Brasília a respeito das estrepolias do petralhismo baiano com a turma de Daniel Vorcaro. Sob a óptica da PF, corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro

Na verdade, o nobre senador da Bahia é cliente seminal do Banco Master e dos favores vadios de Vorcaro, uma espécie de sócio-fundador da “Bancada do Master”. Como de praxe, jatinho para lá e para cá, mas isso nem conta, como defende Hugo Marmotta, outro que, como Wagner, é useiro e vezeiro do 0800 das asas alheias.

Voltando ao acarajé putrefato, Wagner está na raiz das patifarias do Master a partir do negócio da venda do supermercado Cesta do Povo, uma estrovenga montada pelo governo estadual baiano, que depois de mudar de dono virou o cartão de crédito consignado Credcesta e se transformou no maior negócio do império vorcariano.

Wagner também foi defensor da compra do Master pelo BRB, da “Emenda Master” de Ciro Nogueira e do aumento dos limites para empréstimos consignados no Credcesta. Segundo a PF, teria recebido R$ 3,5 milhões por essa “prestação de serviços”. E o nobre senador avança nos alfarrábios eletrônicos do banqueiro trambiqueiro, num provável butim que junta ainda um apartamento no valor de R$ 2,4 milhões. Na rubrica “gorjetinhas”, ingressos de camarote para shows de Taylor Swift (em São Paulo e Los Angeles) que custaram R$ 63 mil, os onipresentes relógios de luxo (13 exemplares), dólares (US$ 55 mil) e euros (€ 33 mil). Aliás, o político baiano nascido em Niterói é sistemático com as horas, já havia recebido um belo roscofe da Odebrecht nos idos da Lava Jato, mas garantiu que nunca usou o mimo!

Homem de família, o nobre senador também ficou felicíssimo quando o Banco Master firmou um daqueles mágicos contratos de consultoria com sua nora Bonnie Bonilha, que se apresenta ao mercado como “artista floral e terapeuta energética”. Diante dos pagamentos totais de cerca de R$ 11 milhões, feitos por meio de intermediários, não resta qualquer dúvida de que florais e terapia elétrica estão em alta no ranking dos ótimos negócios!

A piada pronta está numa matéria de O Globo: “Wagner vinha classificando o escândalo do Banco Master como uma ‘trambicagem’”. Agora, temos nas telonas e telinhas eleitorais duas trambicagens: o Black Horse de um lado e o Black Acarajé do outro. Comprem seus ingressos.

A maior ironia é assistir de camarote lulistas e bolsonaristas unidos numa mesma rede de cafajestagem, com os dois rebanhos aproveitando o clima de Copa do Mundo para gritar “gol” festejando a patifaria do outro lado. Idiotas completos, sequer se dão conta de que estão atolados na mesma lama, seguem defendendo seus bandidos de estimação como se houvesse um lado limpo na bosta. E o país constata que a descarga continua quebrada.

Como diz o meme da cartomante, “Menino, tu ainda vai ver coisa!”. Estamos vendo, faz tempo!

*Alisando Cresci não é jornalista. É especialista em beiradas alheias.

Cientistas querem criar a Enciclopédia da Bufa


Quem não peida, não vive

Já parou para pensar na quantidade de peidos que você solta por dia sem qualquer tipo de remorso? 

Um grupo de cientistas da prestigiada Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, decidiu deixar a vergonha de lado e mergulhar de cabeça na sinfonia intestinal. 

Não foi por mera galhofa, mas sim em prol da mais pura e real ciência médica. 

Afinal de contas, cada peido que sai é um desabafo sonoro sobre o que realmente se passa no seu microbioma.

Até hoje, ninguém conseguia medir este festival gasoso com a precisão que ele merece: os médicos dependiam sempre da honestidade dos pacientes.

Mas, convenhamos, ninguém confessa cada bomba disparada, principalmente se tiver criança na sala. 

Para resolver esta questão, os investigadores inventaram um sensor de hidrogénio para ser acoplado diretamente na roupa íntima. 

Com uma eficácia brutal de 94,7%, este bicho tecnológico não deixa escapar nenhum flato, registando tudo minuciosamente.

Os resultados iniciais foram chocantes e mostram que um adulto saudável solta cerca de 32 peidos/dia.

O número representa mais do que o dobro do que os velhos estudos de algibeira costumavam apontar. 

Houve quem registasse apenas quatro bombinhas modestas e outros mais ativos chegaram a 59 estrondos. 

Assim, os cientistas dividiram a plebe em três categorias bem distintas: 

- digestores zen, que comem montanhas de fibra e mantêm uma paz celestial sem igual no rabo;

- hiperprodutores de hidrogênio, autênticas fábricas de gás que põem qualquer ambiente público em alerta máximo;

- discretos, que bombardeiam o ambiente dentro da média e sem grandes excessos. 

O estudo quer recrutar voluntários pelo mundo para criar o pioneiro Atlas do Peido, incluindo uma tabela de referência oficial. 

No futuro, qualquer peidão poderá comparar o seu rendimento gasoso com a média internacional de forma limpa, científica e fedorenta.

O número de voluntários foi tão avassalador que as inscrições explodiram e foram suspensas.

Se você ficou com inveja e quer ver o seu nome imortalizado nesta Enciclopédia da Bufa, resta-lhe a lista de espera. 

Enquanto o sensor de cueca não chega ao mercado, o Bar de Ferreirinha aconselha: continue treinando. 

Beba a sua cerveja fresca, coma a sua feijoada com batata e deixe a natureza cantar livremente sem qualquer constrangimento.

terça-feira, 9 de junho de 2026

São João sem forró é como pamonha sem milho

Caricatura: https://www.moxotodagente.com.br/

Cachês milionários para sertanejos despreza artistas nordestinos e o Forró fica na portaria


Roberto Fontes

Tem alguma coisa errada no reino do milho, da pamonha e da fogueira. 

Enquanto as prefeituras nordestinas despejam cachês milionários sobre artistas sertanejos, muitos dos verdadeiros donos da festa junina seguem sendo tratados como figurantes no próprio terreiro.

A polêmica explodiu depois que o paraibano Flávio José anunciou o cancelamento de cerca de 15 shows na Bahia pela resistência de algumas prefeituras em pagar seu cachê de R$ 350 mil. 

Nada de extraordinário, não fosse o detalhe de que vários artistas sertanejos contratados para os mesmos festejos receberão entre R$ 650 mil e R$ 1,1 milhão por apresentação.

A conta é desproporcional, e injusta.

Para quem criou a trilha sonora do São João, o cofre fecha, mas para quem chega de fora da tradição junina, ele se abre sem cerimônia.

Os números mostram que nomes históricos do forró, como Flávio José, Alceu Valença, Elba Ramalho e Alcymar Monteiro, recebem valores muito inferiores aos destinados às atrações que dominam atualmente as grades dos festejos. 

E o mais curioso é que muitos desses artistas sequer têm ligação direta com a cultura junina nordestina.

O problema, porém, vai além dos grandes nomes do forró. 

Enquanto se discute cachês de centenas de milhares de reais, milhares de músicos locais, trios pé-de-serra, sanfoneiros, zabumbeiros e cantores de pequenas cidades continuam sobrevivendo com cachês modestos, quando não humilhantes.

É justamente aí que mora a maior injustiça: o São João nasceu nos terreiros, nas praças, nos sítios e nas comunidades do Nordeste, e foi construído ao som da sanfona, do triângulo e da zabumba. 

Mas, ano após ano, seus criadores vão perdendo espaço para atrações importadas que transformam uma manifestação cultural em simples espetáculo de mercado.

Ninguém questiona o direito de qualquer artista trabalhar e receber pelo seu sucesso, mas o que causa estranheza é ver gestores públicos alegando falta de recursos para valorizar o forró tradicional enquanto encontram milhões para contratar atrações que pouco ou nada têm a ver com a essência da festa.

Neste ritmo corre-se o risco de chegar o dia em que haverá mais chapéu de cowboy do que chapéu de couro nas festas juninas do Nordeste.

E, quando isso acontecer, talvez seja tarde demais para perguntar onde foi parar o São João que nossos avós conheciam.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Os Inimigos do Fim

Massa Dura, bloco carnavalesco de Caicó-RN, Carnaval de 1981

Roberto Fontes

Em 1981, quando o Carnaval brasileiro ainda vivia a transição entre os antigos bailes de clube e os grandes espetáculos das escolas de samba, um grupo de jovens caicoenses resolveu criar seu próprio bloco carnavalesco. 
Surgiu o Massa Dura, uma confraria formada por rapazes que tinham em comum a pouca idade, muita disposição e nenhuma preocupação com a ressaca do dia seguinte.
A proposta era simples, quase revolucionária na sua singeleza. 
Durante os quatro dias do reinado de Momo, entre o sábado e a terça-feira, os caras mergulhávamos numa maratona etílica que faria inveja aos bêbados mais experientes da cidade. 
A programação incluía visitas aos sítios da redondeza, onde um blend de cachaça, rum, uísque barato e cerveja fazia o serviço de nos deixar completamente chapados.
A conversa fiada corria solta, e as tradicionais incursões pelo centro da cidade completavam o programa.
O ponto alto era o chamado “corso”, quando o Massa Dura circulava pelas principais ruas de Caicó, transformando a cidade em seu palco particular para exibição de corpos sarados, da inquietude típica de quem acredita que o mundo ainda está por conquistar e de uma energia aparentemente inesgotável.
Era um Carnaval sem cordas, sem abadás, sem camarotes e sem patrocinadores. 
Bastavam os amigos, um caminhão alugado, muito forró Pé de Serra, boa vontade e a certeza de que a festa precisava durar até o último minuto da terça-feira gorda, incluindo bailes de Carnaval no Corintians todas as noites.
Quando a quarta-feira de cinzas finalmente chegava, encontrava aqueles jovens exaustos, roucos e felizes. 
Eram inimigos declarados do fim da folia e defensores obstinados da alegria. 
Mais de quatro décadas depois, com alguns brincando noutro plano espiritual, a lembrança do Massa Dura continua viva como um retrato de um tempo em que o Carnaval de rua de Caicó era feito sobretudo de amizade, irreverência e liberdade.

A Guerra dos Pinhões

          

Ivar Hartmann

Dizemos: o pinhão. Mas compramos pinhões; assamos pinhões; comemos pinhões; repartimos pinhões assados (eu com meu neto). A mim, parecem melhores do que as castanhas e pistache. Queria conhecer o vulcão Osorno e a terra do Pablo Neruda. Nos Andes, no fim do Chile. Uma noite, no hotel, serviam uns assadinhos do tamanho de uma castanha de caju. Experimentei. Era pinhão. Pelo tamanho e local, perguntei ao gerente de onde vinham. Respondeu-me que ali, nas imediações do Osorno, era o último canto do sul da América, onde se colhia pinhões.

Pequenos comparados aos nossos, mas ótimos. Chegamos ao fim desta safra. Ainda com pinhões à venda em todas as cidades. A quem não apetece? 


Vou contar um “causo” verdadeiro, acontecido durante a Revolução Federalista de 1893 que durou dois anos. Sangrenta, matou três vezes mais soldados e civis do que a Revolução Farroupilha de 1835 que durou dez anos. Saindo do Rio Grande, os revoltosos avançaram na direção do Rio de Janeiro, para derrubar o Presidente Floriano Peixoto. Derrotados na Lapa, norte do Paraná, retornaram os maragatos para o Rio Grande em maio de 1894. Em péssimas condições, dizem os historiadores. Perseguidos pelo exército, retiravam-se pelas florestas de araucárias, combatendo o inimigo mais numeroso e forte.


Então, no inverno de 1894, graças aos pinhões, estas tropas rebeldes conseguiram sobreviver ao rigoroso inverno de Santa Catarina. Faltos de cavalos, roupas e provisões, sem linhas de suprimento regulares, os soldados enfrentaram a fome, lutando sob condições extremas, e alimentando-se dos pinhões que encontravam pelo caminho nas áreas da serra. Chamaram o episódio de Guerra dos Pinhões. Graças a semente de araucária, conseguiram retornar ao Rio Grande.


Promotor de Justiça aposentado

ivar4hartmann@gmail.com


sábado, 30 de maio de 2026

Pré-candidato do PBF propõe escala 3x4

 

Bibica defende modelo móvel para reinventar a roda virtuosa da economia: três dias de trabalho e turismo nos outros quatro dias de folga

A discussão sobre uma nova escala de trabalho para a iniciativa privada ganhou mais um ingrediente inusitado.

O empresário Bibica Di Barreira, presidente de honra do Partido do Bar de Ferreirinha (PBF) e pré-candidato à Presidência da República, defendeu nesta sexta-feira, em entrevista à tv por assinatura Nius Globe, a implantação da Escala Móvel 3x4.

Traduzindo para o português corrente: seriam três dias de trabalho para quatro de folga, em sistema alternado.

“A nossa proposta terá um efeito positivo na indústria do turismo, ao possibilitar mais dias de descanso para os trabalhadores da iniciativa privada, tempo que será dedicado ao lazer, incluindo viagens, hospedagens e consumo nos destinos turísticos. Vamos reinventar a roda virtuosa do trabalho”, afirmou.

Di Barreira explicou o funcionamento da proposta usando como exemplo uma empresa hipotética com 16 funcionários.

Os colaboradores seriam divididos em quatro equipes de quatro integrantes, trabalhando alternadamente durante três dias por semana — inclusive sábados, domingos e feriados — e folgando nos quatro dias seguintes.

No power point apresentado durante a sabatina, Di Barreira detalhou o modelo:

• Equipe 1 — trabalha segunda, terça e quarta (quadrinhos vermelhos); folga quinta, sexta, sábado e domingo (quadrinhos verdes);

• Equipe 2 — trabalha terça, quarta e quinta; folga sexta, sábado, domingo e segunda;

• Equipe 3 — trabalha quarta, quinta e sexta; folga sábado, domingo, segunda e terça;

• Equipe 4 — trabalha quinta, sexta e sábado; folga domingo, segunda, terça e quarta.

                EquipeSegTerQuaQuiSexSábDom
                    1🟥🟥🟥🟩🟩🟩🟩
                    2🟩🟥🟥🟥🟩🟩🟩
                    3🟩🟩🟥🟥🟥🟩🟩
                    4🟩🟩🟩🟥🟥🟥🟩

Na sexta-feira seguinte, o ciclo seria reiniciado com a Equipe 1, mantendo o revezamento contínuo e garantindo o funcionamento integral todos os dias da semana “permitindo fluxo contínuo de produção, com reflexos positivos na produtividade e no volume de vendas”, declarou o presidenciável do PBF.

Estudos elaborados pelos economistas do PBF indicam que a própria dinâmica da escala poderá ampliar, na prática, os períodos de folga — o que, segundo Bibica “teria um efeito colateral extremamente positivo entre os colaboradores”.

A proposta será apensada à PEC original já aprovada pela Câmara dos Deputados, que reduziu a escala 6 X 1 para 5 X 2.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Edição 26/05/2026

  

Por Benjamim Arrola

O maior filme fantasma de Hollywood

1. 
Napoleão vai ressuscitar
Stanley Kubrick sonhava transformar Napoleão num épico colossal depois de 2001: Uma Odisseia no Espaço. O diretor mergulhou tão fundo na pesquisa que acumulou milhares de fotos, anotações e estudos históricos. Era praticamente um filme pronto antes mesmo de existir. Mas o tamanho da ambição assustou os estúdios da época. Resultado: nasceu ali a lenda do maior filme nunca feito de Hollywood.

2. A aura da obra invisível
Enquanto Kubrick pensava gigante, os estúdios faziam contas e tremiam de medo. Filmes históricos já não estavam mais na moda e o orçamento parecia absurdo. A MGM e a United Artists acabaram deixando o projeto mofando na gaveta. Mesmo assim, o roteiro virou quase um objeto mítico entre cinéfilos. Quanto mais o tempo passava, maior ficava a aura dessa obra invisível.

3. Quem topa bancar?
Kubrick não queria apenas contar a vida de Napoleão, mas sim reconstruí-la nos mínimos detalhes. O cineasta estudou batalhas, cartas, figurinos e até locações reais da trajetória do imperador francês. Era o tipo de obsessão que só um diretor perfeccionista conseguiria sustentar por anos. Cada detalhe parecia pensado para criar o épico definitivo do cinema. Só faltava mesmo alguém bancar essa loucura monumental.

4. Spielberg entra em Cena
Décadas depois, Steven Spielberg resolveu encarar o sonho impossível de Kubrick, repetindo uma ação de tempos atrás. Ele já transformou A.I. - Inteligência Artificial, ideia de Kubrick, em realidade em 2001. Agora, o plano é adaptar o roteiro original de Napoleão para uma minissérie da HBO. Pela primeira vez em muito tempo, parece que esse gigante finalmente vai respirar.

5. Evento histórico
A ideia é criar uma minissérie grandiosa em sete episódios baseada nos escritos de Kubrick. Os fãs, claro, já tratam tudo como um evento histórico antes mesmo das filmagens começarem. Depois de mais de 60 anos preso no limbo, o filme impossível pode virar realidade. E se sair do papel, já tem cara de obra destinada a entrar para a história.
Morto há 205 anos (05/05/1821), Napoleão Bonaparte 
deve ressuscitar nas telas do streaming em breve


Esquerda - Centro - Direita

         

Ivar Hartmann

Igual a esta maravilhosa obra divina que é o corpo humano são as noções que temos sobre todas as matérias que nossos sentidos assimilam, e sobre as quais formamos opiniões. Distintas, umas de outras, de acordo com nossas crenças. Assim, em política, temos parentes, amigos e conhecidos que gravitam pela esquerda, centro ou direita. Os fanáticos, para os quais os adversários são inimigos, posicionam-se nos extremos da esquerda e da direita. Difícil com eles conversar. E as agressões gratuitas, as manifestações ofensivas, que se leem quando escrevem em grupos dos quais pertencemos, seja no Facebook ou WhatsApp, extrapolam os limites do bom senso e da educação. Mostram claramente que o silêncio ainda é o melhor remédio, porque, quando agridem, esperam igual, para satisfazerem seu ego. Só Freud explica.


Entre nossos olhos, atrás da boca, tão própria para extravasar xingamentos, ou do nariz, tão próprio para olfatear dinheiro público, os extremistas se aproveitam de suas greis partidárias para uso pessoal, ou seja, o eleitor satisfaz sua boca gritando, o político satisfaz seu nariz embolsando. A imensa maioria das pessoas, de esquerda ou direita, simplesmente vivem e deixam viver, discutem e aceitam a contradita.


Entre eles está o centro. Não o Centrão. As pessoas de centro, aquelas que têm atrás dos olhos um cérebro aberto, que falam com calma, analisam sem ódios, decidem pensando - certo ou errado - no que é melhor para sua pátria, qual o político em quem confiar, mais próximas estão da verdade. O comunismo nos deu Stalin e Putin, mas também Xi Jinping. A direita nos deu Hitler e Mussolini, mas também Getúlio Vargas. Dele a frase: Violência gera violência, só o amor constrói para a eternidade.


Promotor de Justiça aposentado

ivar4hartmann@gmail.com


terça-feira, 19 de maio de 2026

Escritor caicoense lança a TV de Bolso

Jornalista e escritor caicoense/mossoroense/quatrocentão Djair Galvão - Foto: cedida

Com a intenção de espalhar mais e mais eventos culturais, entrou no ar domingo passado, 17/05, o Canal TV de Bolso (TVB), iniciativa do jornalista e escritor Djair Galvão, um legítimo caicoense nascido em Mossoró e, atualmente, residente em São Paulo. 

O bate-papo é publicado no Youtube e, segundo ele, os programas destacam eventos culturais selecionados nas várias regiões do Brasil.

Podem ser vistos diretamente na palma da mão de qualquer interessado ou interessada em notícias curtas, transmitidas de forma totalmente gratuita em diversas plataformas.

A primeira edição da TVB destaca A Feira do Livro do Pacaembu (em SP), a nova etapa do Curso de Formação em Gestão Cultural do MinC, o projeto Geladeiras Solidárias (na Polônia), fala do Rolê dos Livros (Sesc Pinheiros, em São Paulo), mostra o trabalho da Companhia Teatral Trapiá, de Caicó-RN, que estreia em Salvador (BA), traz dados sobre a predominância de homens na produção literária (matéria da CNN Brasil) e cita o fechamento do anexo do Cine Petrobras (na Rua Augusta, em Sampa). 

Por fim, na reta final do primeiro programa da TVB, Djair Galvão dá uma dica: o livro da edição, no caso, A cabeça do Santo, da escritora Socorro Acioli.

Só a cultura nos salva!

Quer assistir? Clique abaixo:
https://youtu.be/skjQixa0E80?si=T39qedjZRPv_tWIm

Fórum discute prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes em Natal

Foto: Ricardo Oliveira/Semcom

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Norte (CREMERN) e a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Norte (SPERN) realizam, nesta terça-feira (19/05), o Fórum de Prevenção da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.

O evento, previsto para as 19h, no Auditório do CREMERN, tem como objetivo fortalecer a rede de proteção e capacitar profissionais para o enfrentamento de uma das mais complexas realidades da saúde pública. 

Sob a coordenação técnica é da pediatra Frankyleide Santana Gomes, o fórum promoverá debates aprofundados sobre protocolos de atendimento clínico, atualizações legislativas — com destaque para a aplicação da Lei Henry Borel — e os fluxos adequados de denúncia.

Após a abertura oficial, conduzida pela presidente do CREMERN, Mérica Giana da Escóssia Melo, será realizada uma série de painéis intersetoriais com especialistas das áreas pública, jurídica e policial.

Entre os temas abordados, destacam-se as Políticas Públicas, apresentadas pela secretária de Direitos Humanos de Natal, Luciana Dantas da Costa Oliveira, que trará um panorama das ações municipais e das estratégias de prevenção em vigor na capital.

Na esfera jurídica, o promotor de Justiça André Mauro Azevedo abordará as diretrizes de atuação do Ministério Público do Rio Grande do Norte no enfrentamento de crimes sexuais e no suporte integral às vítimas.

Já o diretor do Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis, Ricardo Eduardo Lins Batista, discutirá os marcos legais estabelecidos pela Lei nº 13.431/2017 e os reflexos práticos da Lei Henry Borel.

O encerramento técnico será voltado às responsabilidades e condutas da classe médica diante de casos suspeitos, com orientação da própria coordenadora do evento.

O encontro busca consolidar a integração entre os profissionais de saúde e o sistema de garantia de direitos, promovendo um atendimento mais ágil, humanizado e juridicamente seguro às vítimas.

SERVIÇO

Evento: Fórum de Prevenção da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes
Data: Terça-feira, 19 de maio de 2026
Horário: 19h
Local: Auditório da sede do CREMERN (Cidade Alta, Natal/RN)
Inscrições: Gratuitas, pelo link https://docs.google.com/forms/...

As blusinhas do Lula

        

Ivar Hartmann

Deixa eu aproveitar as definições da Inteligência Artificial, para conceituar um estadista. Ele é um líder político que se destaca por sua visão de longo prazo, sabedoria e capacidade de governar visando o bem-estar coletivo. Diferente do político comum que foca em interesses partidários ou nas próximas eleições, o estadista prioriza o desenvolvimento do país e as futuras gerações. Em diferentes partes do globo terrestre, temos estadistas como Nelson Mandela na África, Abraham Lincoln na América do Norte, Mahatma Gandhi na Ásia e Getúlio Vargas na América Latina.


Nós, infelizmente, nas Américas, só convivemos com um estadista na nossa infância. E sabemos deles pelos livros escolares, onde são citados como exemplos a seguir. São seguidos? Por políticos? Basta o leitor ver a definição da IA para ver como isso é difícil. Aqui, com nossas leis, de propósito brandas para os criminosos ricos, ou bem situados junto ao STF, hoje um Tribunal mal visto pela população, é impossível pensar que possamos gerar um estadista, capaz de nos conduzir para fora do atoleiro e da lama.


Lula acabou com a taxação das blusinhas, comércio desonesto que a China faz com o Brasil. Os chineses vendem mais barato porque os direitos de seus trabalhadores têm menos custo que os brasileiros. O Mercado Comum Europeu, controlado, lá sim, por patriotas, é duro com a China que, para incentivar seu comércio exterior, não cobra impostos sobre produtos exportados e devolve parte de tributos internos para as fábricas locais. Para combatê-los, os europeus exigem mais do que aqui: obrigatoriedade de que os produtos manufaturados tenham um percentual mínimo de peças e materiais fabricados dentro da Europa. Não vendem lá? Lulam aqui.


Promotor de Justiça aposentado

ivar4hartmann@gmail.com