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terça-feira, 11 de maio de 2021

Cães

       

Ivar Hartmann

Eu era pequeninho e meus pais tinham um guaipeca chamado Leãozinho. Adulto, tive o Banzé, um pequinês neurótico que afugentava os cães maiores, para se adonar da comida. E o Platero, homenagem ao burrico da Gabriela Mistral. O pelo de arame branquinho tomava banho e corria a se sujar de novo. O Sepé, perdigueiro de Jaguari, que morava no campo e muito antes de eu chegar, sexto sentido, corria para a porteira. O Pan, pastor alemão da Brigada, forte como um touro, manso como um cordeiro. E o Bozó, a Sissi e agora a labradora Neneca que adotou minha mulher em uma rua de Gramado. A companhia de cães e gatos hoje é lugar comum pelo Brasil. E cada bichinho tem sua história. E para os humanos seus proprietários (serão?), fontes de alegria e passatempo. Recomendados pela psicologia porque ajudam a combater o stress. Nas cidades hoje se encontram mais pets que supermercados e, mesmo estes, tem todo um corredor de alimentos e acessórios para os bichinhos. 

A Marina, minha mulher, tinha um pequinês. Morreu esta semana. Quinze anos bem vividos. E bem cuidados. Cirurgias, comidas especiais, medicamentos. A medida que ia envelhecendo iam lhe faltando os movimentos e por último a visão. Como milhares de lares brasileiros habitados por cães ou por gatos, acabamos sentindo que nosso amigo está se despedindo da vida, faltam-lhe as forças e os movimentos. Visão, paladar e  olfato. Todos nós que amamos estes companheiros, passamos por isso. É uma despedida triste porque os animaizinhos acompanham nossas vidas. Este amigo chamava-se Migo. Nome bem dado para quem fazia por ficar sempre perto da dona. Tudo passa na vida. O Migo também passou. Vai deixar saudades. Bichinho que só deu carinho e alegrias. Tão em falta na vida moderna.  

Promotor de Justiça aposentado - ivar4hartmann@gmail.com

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Miguel Schmitz, um cidadão exemplar

      

Ivar Hartmann

Como os jornais do Grupo Sinos trabalham pelas comunidades da região, há muitos anos tive a ideia de usá-los como meio de levar às crianças o hábito da leitura, com a inserção de fascículos coloridos, com textos de autores famosos e o apoio dos professores das universidades locais. Tudo sem fins lucrativos. Levei o assunto ao Mario Gusmão, Presidente do Grupo. Na hora ele disse que apoiaria. Que participariam e que ele tinha o homem para a gestão: o diretor Miguel Schmitz. Uma ideia é como um filho: pai é quem cria, alimenta e educa, não quem engendra. Assim ocorreu. Miguel era e é amigo ou conhecidos de todas as autoridades da região. Nas visitas necessárias as direções da FACCAT, FEEVALE e UNISINOS, prefeituras, prefeitos e secretários municipais de educação, passei a conhece-lo. E admirá-lo. Pela simpatia que despertava em seus interlocutores. Pelo entusiasmo como vendia a proposta como se sua fora.

Nunca o vi triste ou pessimista. Nunca o ouvi dizer uma palavra de rancor contra alguém. Nunca desapreço por algum partido político. Solícito, simpático, com tempo para tudo. Em suma, o Projeto Ler é Saber, hoje, Projeto Ler, que, a tantos anos, tantos benefícios presta as crianças e ao ensino com o apoio dedicado de professores engajados, tem um pai que agora se aposenta do Grupo Sinos. Lá atrás, em 1973, ele tinha sido prefeito de Novo Hamburgo e construiu a Estrada da Integração que liga a margem direita do rio dos Sinos ao distrito de Lomba Grande na margem esquerda. E que não virou município também, graças a esta estrada. Dois terços da área municipal. Onde se concentra a zona agrícola, turística, matas e montanhas. Miguel Schmitz é também como o pai do distrito. 

Promotor de Justiça aposentado - ivar4hartmann@gmail.com

terça-feira, 27 de abril de 2021

A CPI do COVID-19

     

Ivar Hartmann

O ex-ministro Eduardo Pazuello é um dos investigados. Pela sua passagem pelo Ministério da Saúde, até sua demissão. Em maio de 2020, Pazuello liberou o uso da hidroxicloroquina e cloroquina para o tratamento da COVID-19 e em junho foi nomeado Ministro da Saúde, como pagamento pela liberação das drogas. Então retirou do ar os dados dos mortos de COVID-19. O Conselho Nacional dos Secretários de Saúde chamou a atitude de uma "tentativa autoritária, insensível, desumana e antiética de dar invisibilidade aos mortos pela Covid-19”. Em julho de 2020, por sua culpa, Gilmar Mendes acusou o Exército Brasileiro de se associar a um genocídio: “Não podemos mais tolerar essa situação que se passa no Ministério da Saúde: o Exército está se associando a esse genocídio. É preciso pôr fim a isso”. Em outubro, Pazuello anunciou que o Ministério da Saúde havia comprado 46 milhões de doses da CoronaVac e um dia depois disse que não iria adquirir a vacina chinesa.

Em janeiro de 2021, as secretarias de sete estados informaram que o Ministério da Saúde passou informações erradas sobre os estoques de seringas. Em janeiro a ABI entrou com um pedido de impeachment contra Pazuello apontando "práticas delituosas contra a Constituição que afirma ser a Saúde direito de todos e dever do Estado". Pouco antes do colapso dos hospitais de Manaus, Pazuello esteve lá e o procurador do Amazonas, disse que o Ministro da Saúde foi avisado que faltaria oxigênio nos hospitais. Nada fez. De propósito, espalhou 1500 pessoas com a mais perigosa cepa Manaus, para outros Estados, incluindo o Rio Grande do Sul. Oxalá Deus, a CPI da COVID-19 do Senado mostre o caminho da cadeia para Pazuello.

Promotor de Justiça aposentado - ivar4hartmann@gmail.com

terça-feira, 20 de abril de 2021

Banana

 




Municípios gaúchos dão exemplos

    

Ivar Hartmann

Encantado, município do Alto rio Taquari, fica a 140 km de estrada asfaltada de Porto Alegre. É terra de italianos. De gringos como se diz. Trabalhadores e ordeiros está na raça destes descendentes de imigrantes que enriqueceram a belíssima região de serras gaúchas.  Então são gringos: o prefeito, o padre, a população. Quando tem muito gringo reunido e um padre sugere algo voltado para a religião católica, dê por certo que será executado. Em Encantado resolveram construir, no alto da montanha, um Cristo maior que o Redentor, com acesso a cabeça pelo seu interior. Até o prefeito do Rio de Janeiro já prometeu comparecer na inauguração. Vejam no Google o adiantado da obra que já tem forma. 

Falando em religião a Associação Brasileira dos Ateus e Agnósticos, tão importante quanto a Associação Brasileira dos Criadores de Pinguins, entrou na justiça para retirar um pequeno monumento dedicado a Bíblia existente em Estancia Velha, na BR-116 a 50 km da capital. Sob a alegação de que é vedado pela Constituição já que o Estado é laico e o pequeno monumento faz proselitismo religioso. A ação foi julgada improcedente e arquivada. Resumo das respostas dos leitores consultados pelo jornal NH: com tanta coisa para se preocupar vão pensar nisso?

Finalmente, em Dois Irmãos, ainda na BR-116, subida da serra, a prefeita atual teve uma ideia singela e uma coragem extraordinária. Para pôr em prática o que deveria ser normal, não foram as secretarias municipais cabide de emprego de cabos eleitorais. Abriu um concurso público para selecionar o Secretário Municipal da Saúde. Acudiram dezenas de candidatos e, pelo currículo da escolhida, que não é do município, foi uma ideia fabulosa. Merece elogios e manchetes. 

Promotor de Justiça aposentado - ivar4hartmann@gmail.com

Noticia importantíssima

Sasha Meneghel abandona o loiro e aparece com o cabelo rosa.

                        





quinta-feira, 15 de abril de 2021

O troco

O sujeito, um tanto quanto cético, foi a um médico que diziam fazer curas milagrosas através da auto-sugestão.Depois de alguns minutos de espera ele entrou no consultório, sentou-se e o médico lhe disse:

- Agora, o senhor relaxe e diga: "Estou curado", "Estou curado" ... Repita isso vinte vezes.
O sujeito obedeceu, e o médico arrematou:
- Prontinho. Pode ir para casa que o senhor está ótimo! São 200 Reais!
Inconformado com a atitude do médico, o paciente disse:
- Doutor, repita vinte vezes: já recebi, já recebi...


Agora feda

 




terça-feira, 13 de abril de 2021

Só boas notícias

   

Ivar Hartmann

Finalmente uma semana recheada de notícias boas, em três áreas que afligem o dia a dia dos brasileiros. No tocante ao vírus chinês, pelos levantamentos disponíveis, o Rio Grande do Sul é o Estado que, percentualmente, mais vacinou pessoas no Brasil. Ínfimos 11% com a primeira dose, abaixo do desejado, mas mais do que outros Estados. E o STF determinou que o Senado Federal cumpra a lei e abra a CPI da COVID. Fundamental para que seja analisado o destino do dinheiro enviado pelo Governo Federal a governadores e prefeitos. Quem fez o que, e de que forma. O ex-ministro Pazzuelo vai ser investigado, responsável pela cepa Manaus do vírus pelos estados brasileiros. Mas não se espere muito do nosso Senado, ninho de maus elementos. O STF também proibiu a abertura dos templos, ganha pão dos pastores. Se o ensino é a distância, o reino de Deus também poderia ser. Mas, e a grana para o Edir?

Quanto ao lamentável STF, agora se verificou que Gilmar Mendes, o juiz que envergonha os juízes, está perseguindo um promotor de justiça do Mato Grosso. A razão: o promotor descobriu que ele estava usando agrotóxicos proibidos em sua propriedade rural, sita nas cabeceiras do rio Paraguai e resolveu, com a coragem que falta as associações que reúnem seus colegas, processá-lo. Mais fácil que assinar um termo de conduta, usual nestes casos, é pular a lei. Foi o que fez Gilmar que no corrupto mundo brasileiro, passou a perseguir o mais fraco e fazer valer sua toga cor do urubu. A imprensa deslindou. É só seguir noticiando. Finalmente, parece que será aberta a CPI da Lava Toga no Senado. Gilmar, Toffoli, os inimigos da Lava Jato e outros, vão para o banco dos réus. Lava-se a justiça do Brasil. 

Promotor de Justiça aposentado - ivar4hartmann@gmail.com

terça-feira, 6 de abril de 2021

O ministro proprietário do STF

  

Ivar Hartmann

Em 1969 o golpe de l964 cassou três ministros do STF por razões políticas. Sinal de que os ministros eram sérios e competentes. Com a força que tinha o Executivo, poderia afirmar que as cassações eram por corrupção e ficaria melhor. Hoje, caçar três do STF, seriam Gilmar Mendes, Toffoli e Lewandowski. O último por vinculação pessoal ao PT. Toffoli porque passou na sabatina para ministro sem os requisitos necessários quanto a idoneidade que não foram levados em conta pelo senadores e relativos ao seu tempo de advogado. Afora as denúncias não apuradas da reforma de sua casa em Brasília por empreiteira. Gilmar Mendes é um caso à parte. Como Lula era o cabeça dos ladrões da Lava Jato, ele é o cabeça dos outros dois. Manda, desmanda, enriquece, protege o Bradesco e tudo fica por isso mesmo. As últimas sentenças do STF mostram seu poder.

Augusto Nunes, diretor da TV Record, denunciou há dias, depois do julgamento do Sérgio Moro: Gilmar Mendes alardeava para amigos em restaurante de Brasília, que, a seu pedido, a ministra Carmem Lúcia que tinha votado a favor de Moro, mudara o voto. Moro estava sendo julgado com provas ilegais, porque falava com promotores de Curitiba sobre questões do processo. Neste país da corrupção generalizada, com bilhões de reais em julgamento, com riquíssimos presos, não apareceu uma única manifestação de que algum dos escutados tivessem tentado, como os políticos, ganhar milhões extras aproveitando os cargos. O processo contra Moro é uma malandragem do rei dos malandros, Lula. Que foi vitorioso graças as manobras ilegais de Gilmar Mendes. Ministro que manda e desmanda no STF e que chora em homenagem a petistas. No Brasil vale tudo. 

Promotor de Justiça aposentado - ivar4hartmann@gmail.com