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terça-feira, 12 de outubro de 2021

Dentadas

 

CACO DENTÃO
É TANTA GENTE USANDO MÁSCARA
NO PESCOÇO QUE ESTOU ACHANDO
QUE A PANDEMIA É DE CAXUMBA.




Tá frio





O fiscal da lei

                        

Ivar Hartmann

O prefeito é a autoridade máxima de um município. Também é autoridade importante o Juiz. E o Delegado. E o Presidente da Câmara. E o diretores de empresas.  Vereadores, e diretores de colégios. Policiais, civis e militares e  professores. E, se não são autoridades, também são importantes nas comunidades todas as pessoas que trabalham na administração pública ou mantem em atividade as iniciativas privadas, dos médicos e enfermeiros que atendem nos hospitais aos  coletores do lixo nas noites. Milhares de pessoas exercendo milhares de atividades necessárias, aos quais devemos agregar aposentados, alunos e  desocupados. Para esta miscelânea de gentes, devem existir leis. E que se obrigue o cumprimento destas leis. Para que os conflitos diários que surgem, sejam resolvidos da melhor maneira possível. Sem, lei é o caos. Até os talibãs tem leis.

Agora, como impedir que a lei, ao ser cumprida, não beneficie o mais rico ou o mais poderoso? O sonegador esperto ou o corrupto com bom advogado? A medida que os países evoluíram, criou-se a figura do Promotor de Justiça. Nascido para ser fiscal da lei e da sua execução. A lei não está sendo cumprida ou está protegendo alguém? Lá está o Promotor de Justiça para exigir seu cumprimento. A definição mais curta de Promotor de Justiça diz que ele é o fiscal da lei. Existem em todos os países do primeiro mundo, as nações ricas, prósperas e onde os abusos são contidos pelo fiscal da lei. No Brasil é igual. Mas, dentro do Congresso Nacional, tem senadores e deputados que estão sendo investigados por Promotores de Justiça. Então, que fazer? Diminuir a força dos fiscais. De fiscal da lei passar a ser simples observador da lei. Quem será que vai perder? Mais uma vez você!

Promotor de Justiça aposentado

ivar4hartmann@gmail.com

sábado, 9 de outubro de 2021

Sujeito e predicado


Heraldo Palmeira

Lá se vão muitos anos que o mês de agosto é ponto obrigatório na minha vida. Há uma missão que me honra: ser voluntário em múltiplas funções na festa da padroeira da minha cidade. Algum talento especial? Óbvio que não, sou eu apenas tentando ser útil, nada além de uma pequena quantidade de coisas que cada um pode fazer para ajudar, como é nosso costume.

Até deixei passar um tempinho para fazer um agradecimento especial neste 2021. Não foi falta de polidez, senti necessidade de entender o significado de tamanha distinção. Ora, a Câmara Municipal da minha terra me condecorou com uma “Moção de Congratulação pela valorosa contribuição dada, por mais um ano consecutivo, à Festa de Nossa Senhora da Guia em nosso amado Acari”.

Algo que me deixou ainda mais feliz, a moção foi igualmente conferida a diversas pessoas: os padres Emanuel Medeiros e Flávio Medeiros, e a nós leigos Adriano Campelo, Canindé Medeiros, Heraldo Palmeira, Igor Barbosa, José Edson e Vicente Cassiano.

Uma declaração clara, com chancela oficial de um dos poderes municipais, de que a nossa Festa de Agosto é construída por muitos. E ela é grande exatamente por isso. A festa é o que é porque a comunidade tem muito evidente que a única protagonista é nossa Mãe Da Guia. Todo mundo ajuda como pode sem qualquer dúvida a respeito de quem é a estrela da companhia – por sinal, Ela carrega a estrela-guia na mão direita.

Sempre me encantou perceber que, obviamente sob o comando dos padres e da paróquia, é um festejo sem falsos protagonismos em que vamos nos juntando em diversas frentes num enorme sentido de pertencentes, algo bom demais e difícil de explicar. Simplesmente sabemos o que deve ser feito e fazemos.

Numa boca de noite da última festa encontrei um grupo de pessoas queridas aboletadas naquelas cadeiras de ferro e fios plásticos na calçada. Sentei-me numa delas, tinha mais o luxo de ser de balanço!

Não havia a menor chance de perder aquele dedo de prosa animado, com um lanche repleto de delícias caseiras ali quase no meio da rua, mesa posta com fartura. Retrato insuperável dos nossos costumes, do nosso jeito de ser sertanejo, da nossa maneira de achar a vida boa.

Alguns petiscos adiante – cafezinho esplendoroso, pães, tapiocas, queijos, bolos, biscoitos, bolachas, manteiga da terra, leite da fazenda... – alguém inseriu a praga do protagonismo na conversa. Falamos sobre a efemeridade e de como ela castiga quem deseja ser o centro da cena a qualquer custo. Lembramos de alguns casos – artes, futebol, política, arredores...

No nosso arraial não é complicado entender que Nossa Senhora da Guia é o sujeito da oração acariense e todos nós, sem qualquer virtude especial, somos as pequenas peças que se juntam para formar o predicado. Tentar ser predicativo levará, no máximo, ao que vai sobrar como trecho rasurado no rascunho. Afinal, quem poderá acrescentar uma qualidade ao sujeito divino que mora no altar da nossa oração de todos os agostos?

No finzinho da prosa, alguém passou a régua: “É triste ver pessoas que se movem pela vaidade tentando se autoconceder a notoriedade que só existe na própria cabeça tola”.

Nos despedimos, era hora de seguir para a nona e última noite do novenário. É sempre a noite ainda mais especial de 14 de agosto em que recebo da paróquia a cada ano uma tarefa que foge à compreensão e me deixa sem palavras: participar da descida da imagem da nossa Mãe padroeira do altar para o andor que sairá na grande procissão de encerramento da festa no dia seguinte.

Uma tarefa que, desde o primeiro ano da sua instituição, os Dedés de Milton (Joamilton e Joanilton Galvão) lá no alto, Canindé Medeiros e Aprígio Júnior no meio, Vicente Cassiano e eu cá no chão realizamos com nossos corações em festa.

Fico pensando o óbvio: quem de nós se atreveria a protagonismos naqueles minutos esplendorosos em que nos conectamos ao divino pela nossa fé e recebemos do Alto tamanha graça? Por isso mesmo, nos vestimos em roupas iguais e neutras (apenas nas cores branca e preta) e cuidamos para cada dupla ter a mesma altura, de modo a evitar desequilíbrios para a imagem durante o pequeno traslado.

Também estavam ali, cumprindo seus papéis, Adriano Campelo cantando lá no mezanino do Coral Amália Rodrigues, Igor Barbosa na equipe de coroinhas e José Edson (Edinho) comandando a sacristia – depois que a matriz foi elevada à dignidade de basílica, passei a tratá-lo por “arquissacristão”. Como deixar passar uma chance dessa para tirar onda com o amigo?

E no comando da cerimônia criada em 2015 pelo então pároco Fabiano Dantas, que tanto encanta os fiéis, estavam os padres Emanuel Medeiros e Flávio Medeiros. A eles cabia a honra de apor os ornamentos da imagem da padroeira quando a instalamos no andor, bem como trocar as vestes do Menino Jesus que ela tem no braço – a cada ano nos deslumbramos com as vestes sempre confeccionadas por pessoas da comunidade.

O que pode ser mais cristalino a respeito da construção coletiva da nossa Festa de Agosto do que constatar que todos nós, os agraciados com a Moção de Congratulação da Câmara Municipal, estávamos em ação numa mesma cerimônia? Esse é o grande sentido do que fazemos, a comunhão de esforços para louvar nossa padroeira e manter vivas as nossas melhores tradições, que aprendemos dos mais velhos e estamos ensinando aos mais novos para que se perpetuem pelo tempo vindouro.

Depois da novena, noite já mais alta, hora de estar junto da banda de música e outros artistas, ajudar no cerimonial do Pavilhão Virtual, uma grande ação cultural da prefeitura. Meu papel? Nada além de conversar a respeito da arte que fazemos em nossa terra, falar das músicas do repertório, mediar e usufruir do prazer do encontro de quem está na cidade com quem morre de saudade vendo a festa pelas redes sociais.

E no pavilhão lá estavam, todas as noites, diversos personagens fundamentais que se repetem em diversas cerimônias dos festejos religiosos e sociais. Somos os mesmos, voluntários de todos os anos, orgulhosos da nossa origem, prontos antes mesmo de qualquer chamado.

Em resposta aos vereadores que me incluíram na lista das moções deste ano, apresento minha gratidão e o meu orgulho por tamanha distinção. Faço questão de reproduzir aqui uma parte final do documento: “O reconhecimento desta Casa Legislativa se faz presente nesta singela moção”. Adorei o tom delicado e coloquial do texto, exatamente a língua que falamos. Sem os pedantismos que encantam os falsos protagonistas.

Para finalizar, encho o peito com o nosso prefixo em homenagem a todos: viva Nossa Senhora da Guia!

Heraldo Palmeira, setembro de 2021

terça-feira, 5 de outubro de 2021

O petróleo é nosso, a Petrobras não

                       

Ivar Hartmann

Como tantas ações que deram novos rumos ao Brasil, país agrícola, a Pwtrobras é obra de Getúlio Vargas. Promessa de campanha transformada em lei, garantiu aos brasileiros a exploração do nosso petróleo, via companhia estatal nacional. Naquele tempo, o monopólio estatal era a garantia de não virarmos colônia explorada, como os países árabes detentores de grandes jazidas petrolíferas. Atualmente o capital da Petrobras está assim dividido: governo do Brasil (50,26%) investidores brasileiros (10,52%) investidores estrangeiros (38,98%). Ou seja, os resultados financeiros da companhia serão divididos entre seus acionistas nestas proporções. No segundo trimestre deste ano a companhia informou um lucro líquido de R$ 42,855 bilhões. Então 21 bilhões é do governo federal, 16 bilhões é o lucro dos especuladores estrangeiros e o restante divide-se entre os acionistas brasileiros.

Fato nebuloso: mesmo tendo um lucro fabuloso nos últimos meses, o Governo que nada mais é do que o representante do povo brasileiro, insiste em aumentar o preço dos combustíveis desvairadamente, do que resulta prejuízos e descompassos para todos brasileiros, proprietários da Petrobras. Estranho, muito estranho. Serão os estrangeiros fazendo pressão indevida pelos aumentos? Serão os acionistas nacionais, bem colocados na Diretoria, querendo lucros ainda maiores? Com o lucro, o presidente da Petrobras pode ganhar cerca de R$3,5 milhões anuais. O salário médio de cada um dos 8 diretores da estatal foi de R$3 milhões em 2019, nove vezes mais que o salário anual do Presidente da República de R$371 mil. Mas só se der lucro. Para isso, que se dane a economia, a produção e a paz social. Diretores da Quinta Coluna.

Promotor de Justiça aposentado

ivar4hartmann@gmail.com

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Uma heroína e um herói

                      

Ivar Hartmann

Folha inteira do jornal NH de Novo Hamburgo, noticiou aquilo que as televisões brasileiras, sempre em busca do macabro e sensacionalista, não acredito que tenham noticiado, por que, afinal, é uma notícia de amor, esforço, superação. E muitos outros adjetivos, pouco em moda na vida atual dos brasileiros. Vamos aceitando as notícias ruins, assistimos os noticiários esperando qual a vítima da vez, qual o escândalo de qual político descoberto no dia anterior. A gasolina e a luz aumentam e o custo de vida também. Os reservatórios baixam e nossa autoestima também. Os dirigentes poderosos vivem para o próprio umbigo e os assessores seguem a carruagem, com medo de perder as benesses advindas da carona. Por isso, falemos da vida da heroína e do herói de Igrejinha, pequeno município gaúcho. Duplo exemplo para uma realização nacional exemplar.

Dona Celoni Fonseca, agora com 70 anos, mulher humilde, viu o filho Cosme Damião com paralisia cerebral aos quatro meses de idade. O futuro? Perdido! Não fora o filho mais tarde querer estudar. Então a mãe montou, com uma cadeira de rodas velha encontrada no lixo e um encosto de cadeira de alumínio, o meio de transporte. E o Cosme lá foi, do fundamental ao ensino médio, até ganhar de presente uma cadeira motorizada. Concluiu o ensino médio aos 22 anos e foi cursar a universidade na ULBRA. Lutou muito. Pensem os leitores nesta luta. Vencer sem esmorecer, as enormes dificuldades diárias que a vida trazia. A mãe? Sempre ao lado! Agora os heróis venceram a guerra, depois das batalhas diárias. O trabalho de conclusão de Cosme recebeu nota 10. Este é o Brasil de que nos orgulhamos. Quando humildes ou ricos vencem por seu ideal e trabalho, superando as dificuldades.

Promotor de Justiça aposentado

ivar4hartmann@gmail.com

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Canal Combate quer transmitir CPI da Covid


Com informações do Sensacionalista

Após o bate boca que quase chegou às vias de fato entre os senadores Renan Calheiros e Jorginho Melo, o empresário do UFC Dana White procurou a presidência da CPI para propor que as sessões passem a ser realizadas em Las Vegas com transmissão ao vivo em pay per view pelo Canal Combate. 

Para apimentar a disputa, o vencedor levará metade das emendas parlamentares do adversário, o que vai mexer no bolso - o órgão mais sensível do corpo humano, especialmente se o corpo abrigar um senador ou um deputado, ou um vereador, ou um presidente...

Uma moção apresentada pelos senadores também pediu que as formas de tratamento durante a CPI mudem de ‘Excelentíssimo’ para ‘Vagabundíssimo’ ou 'Feladaputíssimo'. 

A briga durante a sessão fez a audiência da CPI subir e os roteiristas cogitam também colocar nos próximos episódios cenas de adultério e revelação de paternidade.

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Homem velho ou seminovo?

                     

Ivar Hartmann

A medida que vamos ficando com maior idade, mais e mais pessoas são objeto de nossos julgamentos. Um longo convívio com uma pessoa nos permite avaliar seus defeitos e predicados. Dentro de nossa ótica e considerando nossos defeitos e predicados. Se uma pessoa é amiga, valorizamos seus dotes. Se é inimiga, consideramos mais seus defeitos. Assim é a vida e a sociedade. Então é difícil o caminho de um julgamento, por mais isentos que possamos ser. E quanto ao destino final, a morte? Das quatro maiores religiões do mundo, cristianismo, islamismo, hinduísmo e budismo, hinduísmo e o budismo são as únicas que tem menos adeptos do que os irreligiosos ou incrédulos. E todas tem em comum a crença em outra vida depois da morte. Ou por esperança ou por vaidade.

De qualquer forma, seja qual for nosso destino, ficamos chocados quando, por doença, morre algum moço entre as pessoas com as quais convivemos. Doenças e acidentes nos acompanham desde a infância. Também é do dia a dia daqueles que alcançam mais idade o comentário: “estou ficando velho”. Comentário negativo de que não nos damos conta, porque ficar velho implica em diminuir nossas capacidades. Mas não nos tolhe de viver a vida de acordo com as capacidades que restaram. Que seguramente são muitas. Então o comentário do dia a dia deveria ser: “sou seminovo”. Quem não gosta da vida por mais que as religiões nos falem da outra vida possível depois da morte? Crer em outra vida é ótimo para todos nós, mas existindo ou não, bom é viver. Com a família, parentes, amigos. Podendo, na medida   nas nossas possibilidades físicas e materiais, fazer aquilo de que aprendemos a gostar durante a vida. Não há mais carro velho ou usado, só seminovo. Como o homem. 

Promotor de Justiça aposentado

ivar4hartmann@gmail.com

Edibar, o solidário

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Três generais

                    

Ivar Hartmann

Entre tantos generais brasileiros, três se destacam por suas ações militares: Caxias, Patrono do Exército; Osório, Patrono da Cavalaria e Antônio de Souza Neto, Proclamador da República Rio-grandense. Na Wikipédia a biografia dos três. Os dois primeiros, guerreiros. Souza Neto, guerreiro, cavaleiro, espadachim, coragem raiando a loucura, pecuarista, patriota sem igual no Brasil de hoje, e poucos a altura no Brasil de antanho. Deve ser muito lembrado nesta Semana Farroupilha de tristeza para os brasileiros trabalhadores e honrados. Os que compõem os setores produtivos, patrões e empregados, ss que compõem os serviços públicos, servidores graduados ou não. Souza Neto por que seus dotes e vida parece um personagem de romance. Falta o autor. Igual ao Cid, maior herói espanhol. Em solo brasileiro.

General rio-grandense em luta contra o Império, proclamou a República em 1836 quando venceu uma força imperial superior em número no Seival. Em uma ousada carga de cavalaria, coxilha acima, gritando que não queria ouvir um disparo. A guerra continuou até 1845 e seu nome continuou ímpar, não obstante a enorme disparidade de forças. Com a paz retirou-se para o Uruguai onde fez fortuna. Sem necessidade, foi lutar com os brasileiros contra Aguirre e Rosas. Quando lhe pediram para ajudar o Império do Brasil, em luta contra o Paraguai, fez três exigências: levaria seus soldados, pagaria sua tropa e desfraldaria a bandeira do Rio Grande. Pela importância do reforço o Império concordou. Saiu do bem estar para a dura luta e morreu na frente de batalha. Um homem, um herói. Quando diretor de um colégio em Iraí, consegui que aprovassem  nome de Antonio de Souza Neto para o educandário. Mínima homenagem para um grande patriota. 

Promotor de Justiça aposentado

ivar4hartmann@gmail.com

sábado, 11 de setembro de 2021

Perda total

 Zé Prativai

 

Zé Trovão quebrou a longarina, virou Zé Trouxão e descobriu que não passa de um traque.”

Zé Prativai, especialista em caminhões com perda total


segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Deu no Sensacionalista

Imagem das redes sociais

Denúncia envolvendo ex-mulher desmonta tese de que Bolsonaro não tem nada na cabeça 

Muita gente maldosa diz que Jair Bolsonaro não tem nada na cabeça. 

Uma série de denúncias feitas por um ex-funcionário que ficou 14 anos na casa dos Bolsonaro diz que ele passou o comando das rachadinhas dos gabinetes aos filhos depois de descobrir uma traição da ex-mulher.

Dizem que a ex de Bolsonaro atuou fora das quatro linhas da cerca.

Depois disso, Bolsonaro já foi proibido de desfilar no 7 de setembro em carro fechado. Só de carro aberto. A fiação no caminho do carro terá que ser do tipo subterrânea, ou o risco de se enroscar é grande. Passar debaixo de ponte, nem pensar.

Pessoas próximas ao presidente disseram que ele desistiu de colocar fogo no Brasil no dia 7 para não ter que chamar os bombeiros.

Os mesmos assessores dizem que o berrante que Bolsonaro vai tocar no dia da Independência é de produção própria.


A bandeira nacional

                   

Ivar Hartmann

Estar no centro, em cima do muro, permite uma visão abrangente do todo. Em todas as batalhas, os comandantes ficavam em um lugar alto para melhor compreender o que se desenrolava na planície. Os exércitos e suas batalhas, mudaram agora para as paixões da direita ou esquerda. O princípio continua o mesmo. No caso do governo Bolsonaro, com inteligência, para combater a bandeira vermelha e meio comunista do PT, o presidente usa com estridência a bandeira nacional. E o verde e amarelo disseminou-se pelo Brasil. Os adeptos usam as cores nacionais como se partidária fossem. Foi Sérgio Moro quem provou para que o Lula fundou o PT (Partido das Trapaças). E o seu vermelho, cor preferida também pelos comunistas, para cooptar cidadãos, lembram o banho de sangue ou de corrupção que podem dar.

Lá atrás, em 1938, o ditador Getúlio Vargas, em cerimônia, mandou queimar as bandeiras estaduais e só permitia o uso da bandeira nacional, simbolizando a união do país sob seu comando. Deve ser a pretensão do mito também. Claro, sem comparar um com o outro.  Mas nossa bandeira, propriedade do povo brasileiro, nunca foi tão difundida como agora, pelos milhões de adeptos do presidente que fazem questão de usá-la e pelos brasileiros em geral. Alguém tem visto as bandeiras do PT e do PCB? Esta verde amarela, despertou a nacionalidade, o que deve ser orgulho para todos nós. Nos Estados Unidos que tantas guerras enfrentou, é comum as casas ostentarem na frente, a bandeira americana. Símbolo da força do país. Aqui, a força maior ainda é a esperança dos brasileiros por melhores dias e menos corrupção. Aquela força que os promotores da Lava Jato e o juiz Moro provaram existir e que Gilmar, o dono do STF, tenta destruir. 

Promotor de Justiça aposentado

ivar4hartmann@gmail.com

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

LERIADO

Zé Prativai

 

Desde que apareceu a rachadinha da ex-mulher, estão comendo a cirandinha da família pelas beiradas.”

Zé Prativai é especialista em boi manso e negócios íntimos


quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Bolsô assusta os deuses

                  

Ivar Hartmann

Por Deus! Nunca pensei em escrever com um título assim. Quando ele demitiu o Sérgio Moro, aquele juiz que achava que uma andorinha faz verão e por isso podia combater os bandidos de gravata de Brasília, acampados nos tribunais superiores, ministérios e parlamentos, ou seja, em todos os órgãos governantes, fui junto. Com a entrada do chamado Centrão que abriga o que há de pior no Congresso, fiquei como quando votei no Collor e na Dilma: frustrado. E conto porque tem muita gente que fez o mesmo e esconde. Faço a retratação na esperança de não errar mais. Bem. Quando eu morava em uma cidadezinha do interior gaúcho tinha um ditado: “fulano é marido de professora”. Ou seja as professoras ganhavam bem e um bom emprego era ser marido da professora. Bons tempos para o magistério, que era um cargo respeitado, ao qual valia a pena dedicar-se e nele aprimorar-se.

Hoje melhor emprego brasileiro é o de ministro do STF: garantido para toda a vida, melhores salários do Brasil, sem necessidade de ficha limpa, ninguém para reclamar quando trabalha pouco, ajuda a mulher-advogada a conseguir boas ações e aumentar o rendimento doméstico. Como se diz: casa, comida, roupa lavada e sem compromisso. Os maridos da professora agora são os maridos da Pátria. Senhores do raio. Quando Bolsonaro pediu o impeachment de um deles vibrei. Eles tem que ser lembrados que podem perder a sinecura. E poderia entusiasmar o Senado a levar adiante, depois da CPI da Covid contra o Executivo, a CPI da Lava Toga contra o Judiciário. O problema é que os ministros/juízes tem um grande número dos parlamentares na mão. Processados por corrupção, vão acabar precisando dos ministros dos tribunais superiores. Uma mão lava outra, não acham? 

Promotor de Justiça aposentado

ivar4hartmann@gmail.com