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terça-feira, 12 de março de 2019

Dieta da carne branca


João Uchoa é cliente do Bar de Ferreirinha desde o tempo em que gay era fresco e puta era rapariga.
É espirituoso, frasista, contador de causos de primeira e bom de garfo.
Segundo João, há três coisas quase impossíveis de se encontrar: geladeira preta, genro com a foto da sogra na carteira e filho da puta chamado Júnior.
Uma época atrás, com as taxas totalmente alteradas, Uchoa foi ao cardiologista João Forte, seu amigo de infância em Belém de Brejo do Cruz, e um dos mais renomados especialistas da região.
Forte analisou os exames de João e ficou preocupado com os valores da triglicérides, com o teor de gordura no sangue e o nível de colesterol: imediatamente recomendou uma dieta rígida, à base de frutas, legumes e carne branca.
- João, a partir de hoje e pelos próximos 15 dias, você só come carne branca - recomendou o cardiologista.
- Tá certo - resignou-se Uchoa.
Duas semanas depois, João Uchoa volta a João Forte com o resultado dos novos exames, realizados após a quinzena da dieta.
Forte ficou escandalizado com as taxas!
Praticamente duplicaram em relação ao primeiro exame:
- João, você fez a dieta da carne branca que eu recomendei?
- Fiz, do jeito que você disse: saí do consultório direto pro açougue, comprei três quilos de toucinho de porco bem branquinho e desde aquele dia é só o que eu como...

Yankees go home!

Ivar Hartmann

“Americanos, vão pra casa.” A frase gritada em passeatas, pichada em muros ou portada em cartazes, é a mais emblemática das manifestações escritas contra os americanos e sua política externa, protetora dos interesses de suas indústrias e dos cidadãos do país. Mas ainda mais poderosa que a generalidade das suas indústrias, são as indústrias destinadas à produção de armas, convencionais ou não. Mais poderoso que seus cidadãos para decidir sua política externa, é o lobby dos banqueiros dos bancos de Nova York. Estão agora nos noticiários brasileiros. Enquanto seu presidente pretende construir um muro para separar os Estados Unidos do México, o que é uma decisão interna e diz respeito aos interesses do país, ameaça também com o uso da força contra a Venezuela. Nunca se saberá se Trump foi comprado ou não pelas indústrias bélicas. Considerando as armas e soldados de Maduro e o país que governa, uma invasão yankee implicará no uso de milhares de marines e se a população nacionalista não aceitar esta ingerência externa armada, os americanos viverão outra derrota catastrófica, como no Vietnã.
Sobretudo ao Brasil, Colômbia, Argentina e demais países latinos, não interessa a presença de soldados americanos, em qualquer local do continente sul. Estamos longe das brigas das estrelas mundiais: Rússia, Europa, China e USA e de suas manipulações para produzir líderes ligados a eles e de sobra vender armamentos e manter guerras locais. Os resultados desastrosos sentem e sofrem seus habitantes, enquanto estes grandes que os manipulam, veem crescer os ganhos financeiros e políticos. Os governos latinos devem ter unanimidade no não aceitar soldados imperialistas em nenhum território da América do Sul. Maduro vai cair pela pressão internacional. Invadir o país do petróleo interessa apenas aos yankees, que o fariam, não por um suposto interesse humanitário, mas para garantir ganhos pecuniários. Nações não têm amigos: tem interesses.

ivar4hartmann@gmail.com

O ovo

tirinhas, frases imagens


Baú do Bar de Ferreirinha

Nina Rizzi,Sandra e Roberto
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Aposentadoria



Sacanagem

Joãozinho liga tarde da noite para a professora:
— Professora, você pode repetir o que falou hoje na aula?
— Nossa, você achou tão interessante a aula?
— Não é isso, é que eu não consigo dormir!



Todas lindas



Nota biográfica

Gastão de Holanda

Na leitura do abismo e seus açores 
Teci a minha vida, entre moinhos
Atirei-me à ventura dos caminhos
E neles cultivei as mores dores.

Jamais ultrapassei os domadores
De outra profissão senão de espinhos,
Não apurei o faro dos focinhos
Mas despertei o mito dos amores.

Embora da maldade dos tiranos
Compusesse uma ópera canina,
Eu tive a recompensa do teu ânus.

Tesão com castidade não combina
Nem fodas retardadas pelos anos:
Ser puto de mulher, eis minha sina.

segunda-feira, 11 de março de 2019

Fumantes

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Terapia

"Um foda-se bem dado
equivale a cem anos
 de terapia."
Gilson Variedades





Baú do Bar de Ferreirinha

Abmael,Pituleira e Roberto.
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Toque

Seja foda. O mundo tá cheio de gente mais ou menos.


Agora feda

sue lamar


Lua troca de lado e fenômeno é captado por observatório da UTB

Recentemente, o observatório da Universidade de Timbaúba dos Batistas (UTB) capturou uma estranha série de imagens em que a Lua surge atravessando o Sol como tradicionalmente, mas fazendo uma pequena pausa e mudando em seguida de direção.
Diaante do fato inusitado até então, os astrônomos da UTB especulam que se trata de um sinal do Agamenon. 
O Observatório Solar do Toco está atualmente orbitando em torno da Terra e frequentemente o satélite da UTB captura o trânsito lunar.
O fato incomum é que a Lua está se movendo da esquerda para a direita por cima do Sol, mas depois faz uma pequena pausa e inverte seu movimento, o que não é normal, segundo o cientista José Almino Filho, mais conhecido como Dr. Mutu na comunidade científica internacional.

domingo, 10 de março de 2019

A rede


Ciduca Barros

Esta história jamais ocorreria nos tempos atuais. Por quê? Porque os jovens de hoje não são mais tímidos, bem como eliminaram o espaço respeitoso que existia entre os rapazes e as donzelas. Aliás, donzelas – assim como várias outras espécies – estão extintas.
Há muito tempo, num distante município do Seridó, um rapaz de uma fazenda namorava uma moça residente noutro sítio. Em decorrência dos seus afazeres rurais, eles só se viam nos finais de semana.
Num determinado sábado, num ano de muitas chuvas, o rapaz se “perfilou” (como dizia minha mãe), montou num cavalo e foi matar as saudades de sua amada. Após uma tarde de enlevos (com direito apenas a pegar na mão da donzela) e muitas conversas (incluindo pais e irmãos da jovem), chegou a hora da sua volta para casa. 
Por coincidência, foi exatamente nesse momento que caiu uma forte e torrencial chuva. Lembram-se daquelas chuvas de outrora? Um toró que perdurou parte da tarde e entrou pela noite. E agora? Como voltar?
– Severino! Você não pode voltar com esse aguaceiro, rapaz. Acredito que até o rio está com muita água – o pai da moça foi o primeiro a reconhecer o empecilho.
– Verdade, Severino! O jeito é você dormir aqui com “nóis” – afiançou a mãe da virgem.
E alguém achou uma saída prática e sem perigos à honra da namorada:
– Você vai dormir no quarto de Joãozinho.
Quem era Joãozinho? Era um garoto, de apenas três anos, daqueles que ainda mijam na rede, irmão da namorada. Assim foi feito. Armaram uma rede, ao lado da de Joãozinho, apagaram as lamparinas e todos foram dormir.
A chuva não parava. O acanhado Severino não aliviou a bexiga antes de se deitar e, com todos já dormindo, ele passou a ficar incomodado com aquela vontade da gota de urinar. E agora, Severino?
Quando ele já quase não aguentava mais, bolou uma estratégia:
– Eu tiro Joãozinho do seu lugar, mijo na rede dele e, em seguida, o reponho no lugar.
Que ideia genial, concordam? Pela manhã, quando a família visse (e sentisse) a urina na rede do garoto, só tinha uma dedução a fazer: Joãozinho mijou na rede. 
E assim como bolou, assim ele fez. Tirou o menino da rede, colocou-o gentilmente na rede dele e, silenciosamente, mijou na rede do garoto. Que alívio, meu Deus?  
Quando ele voltou para repor o garoto ao seu lugar, quase teve um infarto: o menino havia cagado na rede dele. 

Escritor e colaborador do Bar de Ferreirinha