Rômulo Rodrigues
Pois é: ele tem sempre gente sua disfarçada, em todos os pleitos, tentando embrulhar as mentes das pessoas. Tem um que não nos deixa passar em branco a memória do dia 24 de agosto de 1954 ou, dia do sacrifício de Getúlio Vargas, impulsionado ao trágico desfecho por uma campanha de ódio copiada do Macarthismo estadunidense (prática política de repressão e perseguição a cidadãos de esquerda), que passou a ser a doutrina do lacerdismo udenista, saindo-se mal no debate da Band atirando no candidato que elegeu como seu principal oponente, colocando em cena quem não está na disputa.
Como veterano, demonstrando cansaço, com voz embargada e trocando palavras mais parecendo quem não está motivada a cumprir a tarefa imposta, parecia um estereótipo da velha política do ódio, que está em moda, que quer representar e tem tudo para amargar um 3º lugar.
Teve um segundo que deu a impressão de ter sido convencido por algum milagroso marqueteiro, que o segredo estava em se apresentar aos moldes daqueles personagens caricatos dos programas de auditório de Sílvio Santos ou de Chacrinha que, qualquer que fosse o tema, exibia no peito umas folhas de papel em branco e bradava: eu tenho um programa de governo.
Ora, pois, seu gênio da comunicação! Na próxima vez, sopre no ouvido dele que o tipo de argumento usado parece se referir a listas de compras de supermercado: todo mundo tem a sua, com os mesmos produtos, e diferenças só nas quantidades e marcas.
O terceiro despertou minha atenção. Mesmo não tendo feito as categorias de base da política, com tranquilidade matou todas as bolas no peito, encarou os marcadores, com aquele olhar seguro, como quem diz, venham para o jogo que ele é jogado. Quem é pescado é o tucunaré!
Estamos no começo da gincana e verifiquem bem as suas cartas, porque ficará muito feio perante os votantes, competidores que representam as velhas oligarquias serem flagrados em blefes, sem trunfo para mostrar.
Militante político

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