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terça-feira, 26 de maio de 2026

Esquerda - Centro - Direita

         

Ivar Hartmann

Igual a esta maravilhosa obra divina que é o corpo humano são as noções que temos sobre todas as matérias que nossos sentidos assimilam, e sobre as quais formamos opiniões. Distintas, umas de outras, de acordo com nossas crenças. Assim, em política, temos parentes, amigos e conhecidos que gravitam pela esquerda, centro ou direita. Os fanáticos, para os quais os adversários são inimigos, posicionam-se nos extremos da esquerda e da direita. Difícil com eles conversar. E as agressões gratuitas, as manifestações ofensivas, que se leem quando escrevem em grupos dos quais pertencemos, seja no Facebook ou WhatsApp, extrapolam os limites do bom senso e da educação. Mostram claramente que o silêncio ainda é o melhor remédio, porque, quando agridem, esperam igual, para satisfazerem seu ego. Só Freud explica.


Entre nossos olhos, atrás da boca, tão própria para extravasar xingamentos, ou do nariz, tão próprio para olfatear dinheiro público, os extremistas se aproveitam de suas greis partidárias para uso pessoal, ou seja, o eleitor satisfaz sua boca gritando, o político satisfaz seu nariz embolsando. A imensa maioria das pessoas, de esquerda ou direita, simplesmente vivem e deixam viver, discutem e aceitam a contradita.


Entre eles está o centro. Não o Centrão. As pessoas de centro, aquelas que têm atrás dos olhos um cérebro aberto, que falam com calma, analisam sem ódios, decidem pensando - certo ou errado - no que é melhor para sua pátria, qual o político em quem confiar, mais próximas estão da verdade. O comunismo nos deu Stalin e Putin, mas também Xi Jinping. A direita nos deu Hitler e Mussolini, mas também Getúlio Vargas. Dele a frase: Violência gera violência, só o amor constrói para a eternidade.


Promotor de Justiça aposentado

ivar4hartmann@gmail.com


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