Quatro advogados foram presos acusados de liderar um esquema de litigância predatória que operava em dez estados brasileiros.
O golpe funcionava com a captação de clientes em áreas vulneráveis e assentamentos rurais com a promessa de "limpar o nome" de endividados.
De posse de procurações genéricas, os advogados abriam milhares de processos contra bancos, muitas vezes sem que o próprio cliente soubesse.
O esquema envolvia falsificação de assinaturas, documentos forjados e o uso de dados sigilosos obtidos ilegalmente.
Lucro no volume - A ousadia mais a certeza da impunidade era tamanha, que um único investigado ajuizou mais de 10 mil ações em apenas dois anos.
Mesmo perdendo 80% das causas, o grupo lucrava: como os clientes tinham direito à Justiça gratuita, os advogados não pagavam custas processuais nas derrotas.
Nas raras vitórias, ficavam com os honorários e ainda abocanhavam taxas extras dos clientes.
Além das prisões preventivas, a Justiça determinou a suspensão dos registros na OAB e o bloqueio de R$ 25 milhões em bens, incluindo criptomoedas e imóveis.
A investigação mostrou que o grupo atuava de forma organizada, com divisões entre quem captava os clientes, quem acessava dados bancários e quem operava a massa de processos.

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