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sábado, 9 de março de 2019
Hemisférios
Simone Barbariz
No Sul, arde o calor,
Que vai subindo por todo meu corpo,
Que vai me consumindo,
Deixando-me insana...
No Norte, há frio, há neve,
Que gela minha alma,
Que me faz tremer,
Mas não me faz chorar...
O Sul é meu sexo
Úmido e quente
Como uma floresta tropical...
O Norte é meu coração
O qual fiz uma fortaleza
Transponível, somente, por você...
Que vai me consumindo,
Deixando-me insana...
No Norte, há frio, há neve,
Que gela minha alma,
Que me faz tremer,
Mas não me faz chorar...
O Sul é meu sexo
Úmido e quente
Como uma floresta tropical...
O Norte é meu coração
O qual fiz uma fortaleza
Transponível, somente, por você...
sexta-feira, 8 de março de 2019
Luto no Bar de Ferreirinha e na Trapuzuca
Caicó amanheceu mais triste hoje com a notícia do falecimento de Altévio Clemente Filho, 65 anos, conhecido na cidade pelo apelido de Tevi.
Ex-funcionário do Banco do Brasil e, posteriormente, corretor informal, ele convalescia de grave enfermidade no Hospital Rio Grande, em Natal.
Na madrugada de hoje partiu.
Levou consigo a alegria da Trapuzuca, bloco de Carnaval sem pé e sem cabeça fundado por ele, que fazia a alegria dos moleques de rua no corso das avenidas Seridó e Coronel Martiniano - quando havia corso...
Tevi se vestia de trapos, subia numa carroça guardada na garagem da casa dos pais e saia pelas ruas da cidade acompanhado de um sanfoneiro tocando forró pé de serra, e ele distribuindo confeitos a granel.
As malas velhas, que ele juntava pra enfeitar a Trapuzuca, continham a inscrição Triste partida, numa sátira ao abandono das cidades do interior pela classe política, que trata o povo a pão e circo.
Segundo o jornalista e sobrinho Heitor Gregório, da Tribuna do Norte, Tevi empenhou uma luta estratégica pela regulamentação da produção e comercialização dos queijos artesanais no Rio Grande do Norte, mas optou pela vida simples e pela boemia, que lhe fizeram feliz.
Na foto que abre esta matéria, Tevi está ao lado de amigos no Beirute, Bar e Restaurante que Pituleira administrou na Praça da Alimentação, em pleno sábado de Carnaval, exatamente no dia 9 de fevereiro de 2013.
O velório será iniciado ainda hoje, provavelmente no fim da tarde, no Centro Santa Clara, na Avenida Rio Branco, em Caicó.
Amanhã, às 9h, haverá missa de corpo presente na Igreja de São José, no Bairro Paraíba, e depois o cortejo seguira para o Cemitério São Vicente de Paulo. Lá, o corpo de Tevi será sepultado ao lado dos pais, no jazigo da família.
Deve ter festa no além logo mais: apesar da tristeza com a sua morte, os que ficam devem estar imaginando o reencontro de Tevi com os amigos que foram antes, como Zé Renan, Wellington de Dr. João, Curtinho, Mané Golinha, Zé Boré e outros mais.
Aos familiares e demais amigos de Tevi, nosso confrade do Bar de Ferreirinha e companheiro de muitas presepadas no Carnaval e em outras ocasiões, as nossas sinceras condolências.
Até qualquer dia desses, brother!
Roberto e Pituleira
Editores (ir)responsáveis
Amor
Ildásio Tavares
Teu mamilo erecto
penetra-me a boca,
chupo, sorvo, mordo
e tu gozas louca.
Teu mamilo é um pênis,
minha boca vulva
onde escorre o leite
que tu me ejaculas.
Dá, minha senhora,
tua rija teta,
teu poeta implora
com a boca seca
a boca boceta
doida de Pandora.
chupo, sorvo, mordo
e tu gozas louca.
Teu mamilo é um pênis,
minha boca vulva
onde escorre o leite
que tu me ejaculas.
Dá, minha senhora,
tua rija teta,
teu poeta implora
com a boca seca
a boca boceta
doida de Pandora.
quinta-feira, 7 de março de 2019
Estresse
Se é verdade que o
estresse traz perda
de peso. Porque eu não
estou invisível ainda?
Gilson Variedades
Mais
Liz Christine
Quero dormir
Esquecer
Escrever
Sorrir
Lua cheia
Que semeia
Não quero te exaurir
Chega de gozar
Pare de provocar
E vamos dormir
Mas se você aguentar
Por que não...
até o dia clarear?
Escrever
Sorrir
Lua cheia
Que semeia
Não quero te exaurir
Chega de gozar
Pare de provocar
E vamos dormir
Mas se você aguentar
Por que não...
até o dia clarear?
quarta-feira, 6 de março de 2019
Ferreirinha completa 90 anos
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| Comendador Ferreirinha: 90 anos de vida, fazendo a alegria da boemia de Caicó |
É que nesta quarta-feira de Cinzas, 6 de março, é dia de comemorar o aniversário do Comendador Vicente Ferreira de Morais, o Ferreirinha, dono do Bar mais famoso da região.
Vale uma homenagem do Bloco do Magão e outra homenagem da Furiosa: Ferreirinha merece.
A festa não pode parar: são 90 anos de vida, dos quais 60 dedicados ao Bar de Ferreirinha, o Bar Salvador.
Este templo da boemia salvou os bêbados da cidade nas últimas seis décadas, livrando-os do tédio massacrante de uma pequena cidade do interior sem cinema, livrarias, teatros e museus.
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| Roberto cumprimenta Ferreirinha pelas nove décadas de uma existência digna |
E anote na sua agenda: em julho, o Bar de Ferreirinha completa 60 anos, e vai ter festa de arromba pra comemorar a existência do buteco mais antigo em atividade no Rio Grande do Norte.
O editor-assistente Roberto Guarda esteve com o aniversariante no último sábado(foto ao lado), antecipando o abraço e os cumprimentos pela idade nova.
O editor-chefe, Clóvis Pereira Jr, o Pituleira, deve reforçar as honras do blogue no decorrer do dia.
Saúde, saúde e muita saúde, Comendador.
Viva Ferreirinha!!!
Ó quarta-feira ingrata...
Se ao passar álcool
nas mãos você fica
imune a várias
bactérias, bebendo
então... você fica
quase imortal!
Diarreias mentais - CXXXVII
O Hino Nacional Brasileiro
Em consequência de uma recente e acirrada eleição presidencial, os brasileiros continuam com seus corações armados e, naturalmente, qualquer “besteirinha”, com uma ajuda substancial da mídia e das redes sociais, é motivo para se criar uma grande e monumental celeuma que dura dias.
Por outro lado, os homens públicos da nossa tumultuada nação também contribuem para esses imbróglios desnecessários, quando fazem as suas declarações inopinadas ou tomam suas decisões estapafúrdias, fazendo também um alarde desnecessário e bobo.
É, justamente, o caso atual do Ministério da Educação que determinou, através de e-mail, que todas as escolas do país façam seus alunos cantarem o Hino Nacional, devidamente perfilados, e que o momento seja gravado em vídeo e enviado ao governo central.
Aqui fazemos uma pausa para procedermos a uma séria análise.
Vejam como os políticos brasileiros procedem: no passado, alguns deles tiraram o ufanismo dos nossos alunos, levando junto a moral e o civismo, quando eliminaram uma matéria escolar que todos da nossa geração estudamos e que, obrigatoriamente, fazia-nos cantar, descontraidamente e felizes, o Hino Nacional: Educação Moral e Cívica.
Em seguida, chegam novos mandatários e, a toque de caixa, determinam que os jovens cantem o nosso hino, denotando até uma obrigatoriedade, como se aquilo fosse “um bicho do outro mundo”.
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| Caderno escolar com o Hino Nacional Brasileiro impresso na contracapa |
Quando jovens, naquelas memoráveis aulas de Moral e Civismo, no Ginásio Diocesano Seridoense (GDS), de Caicó (RN), entre máximas de moral, honestidade e ética, nosso culto professor nos mostrou que são quatro os símbolos da Nação Brasileira: a Bandeira, as Armas, o Selo e o Hino.
Quanto ao hino, quem de nós não se lembra de todos devidamente perfilados, respeitosamente com a mão no peito, de maneira unissonante, cantando o Hino Nacional Brasileiro? Pena que não fomos filmados para mostramos ao respeitável ministro que a sua “determinação” nada tem de novidade, apenas foi-nos tirado por pessoas que o antecederam.
E dizemos mais. Todos nós sabíamos “de cor e salteado” a cantar o Hino Nacional Brasileiro.
Lembram-se por quê?
Porque, naqueles áureos e cívicos tempos, nossos cadernos escolares já traziam, grafados nas contracapas, as letras do Hino Nacional e do Hino à Bandeira.
Ciduca Barros é escritor e colaborador do Bar de Ferreirinha
Escalada
Jorge de Souza Braga
Chamar-te colibri sussurrar-te
ao ouvido coisas acidas e ternas
Morder-te no pescoço, nos ombros, nas nádegas
Sentir a humidade entre as tuas pernas
Selar-te as pálpebras com saliva
enquanto gritas que me odeias e me amas
as minhas mãos numa roda viva
entre as tuas nádegas e as tuas mamas
A minha língua, a tua língua o meu
penis, o teu clitóris, a minha língua
o teu clitóris, o meu penis, a tua língua
De joelhos como se implorasse
Enterra-lo bem fundo entre as tuas pernas
Deixar que um raio nos trespasse.
Morder-te no pescoço, nos ombros, nas nádegas
Sentir a humidade entre as tuas pernas
Selar-te as pálpebras com saliva
enquanto gritas que me odeias e me amas
as minhas mãos numa roda viva
entre as tuas nádegas e as tuas mamas
A minha língua, a tua língua o meu
penis, o teu clitóris, a minha língua
o teu clitóris, o meu penis, a tua língua
De joelhos como se implorasse
Enterra-lo bem fundo entre as tuas pernas
Deixar que um raio nos trespasse.
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