Páginas

terça-feira, 18 de agosto de 2020

A fábula do interpretador de sonhos

Nesta época de pandemia, um dos passatempos favoritos das pessoas em geral tem sido testar a sorte nos mais diversos jogos.

Um dos mais populares e ecológicos é o Jogo do Bicho, com seus 25 animais que disputam o principal prêmio do dia, seja na cabeça, nos quintos, na dezena, na centena ou no milhar.

Pode também combinar o 1º com o 3º prêmio, o 2º com o 1º, o 4º com o 5º, e assim por diante..

É uma grande variedade de possibilidades pra jogar.

Esta versatilidade deixa algumas pessoas absolutamente viciadas no Bicho, e elas encontram qualquer pretexto pra jogar.

Até o sonho da noite anterior!

Uma pequena fábula sobre interpretação de sonhos pra jogar no bicho mostra esta verdadeira compulsão.

Nildinha era uma moça solteira do interior, viciada no Jogo do Bicho.

Jogava todas as corridas do dia, nas mais variadas modalidades.

Um dia, ela sonhou que estava fazendo sexo anal com um jumentinho que pastava diariamente na principal rua da cidade.

Nildinha, doida por um palpite, ligou para o amigo Curuba, também viciado no jogo do bicho, contou o sonho e perguntou, esperançosa:

- Curuba, eu jogo o quê?

Ele respondeu na mesma hora:

- Jogue o cu no mato, porque não presta mais pra nada!

E foram felizes para sempre.

O enviado de Bolsonaro

Ivar Hartmann

Os fenícios ficaram conhecidos como “o povo do mar”. Suas navegações pelo Mediterrâneo criaram colônias, desbravando terras e construindo cidades. Sua civilização de 1.500 aC, foi importante para a nossa cultura ocidental. Localizavam-se no atual Líbano e parte da Síria e Israel. Esta grandeza hoje é coisa do passado. A destruição de há poucos dias da capital do Líbano, Beirute, comoveu o mundo. É um país envolvido em crises políticas permanentes em função da religião. Os altos cargos de governo são divididos considerando também a filiação religiosa do futuro mandatário. Nesta nação pobre, a corrupção destruiu a economia. A explosão de produtos altamente inflamáveis no porto principal do país, nada mais é que a demonstração viva da incompetência dos governantes. As últimas manifestações do povo nas ruas conseguiram derrubar o governo, a exceção do Presidente. Com 10 mil km2 de solos áridos, é menos da metade de Sergipe. Então, ao longo de toda sua história, tornou-se um país de emigrantes, pois sua geografia não permite grande ocupação populacional. O país hoje tem 3,5 milhões de habitantes e só no Brasil há quase dez milhões de descendentes de libaneses. É evidente então que o Brasil deve auxiliar o país. Entre os libaneses brasileiros há de tudo. Pobres, remediados e ricos. De pessoas desconhecidas a nomes de projeção em todos os setores da vida nacional. E muitos políticos. De gente séria como os senadores Pedro Simon, Tasso Jereissati e Espiridião Amin, a vigaristas notórios como Paulo Maluf, Ibrahim Abi-Ackel e Michel Temer. Este último ao entregar seu mandato de Presidente da República conseguiu o prodígio de, em uma pesquisa, ter 90% de votos desfavoráveis e 6% favoráveis. Depois seguiu o caminho de Lula. Foi preso duas vezes, é alvo de dez inquéritos policiais e foi denunciado cinco vezes. Folha corrida policial e judicial para ninguém colocar defeito.
Mas, político antigo, conhecendo todos os canais de Brasília, amigo de quem manda, não deve estar muito preocupado com a vida. Ao contrário dos chefes de quadrilhas de drogas, sempre às voltas com as prisões. Mais agora que é conselheiro do Bolsonaro, conforme este mesmo disse depois que suas conversas sigilosas vazaram para a imprensa. Cada um tem os amigos e conselheiros que quer e o Bolsonaro tem direito a isso. Será que os brasileiros concordariam em que Temer fosse enviado ao Líbano pelo nosso governo, como chefe da missão de socorro brasileira? Os jornais mundiais com cabeçalhos especiais: “ex-Presidente brasileiro, preso por corrupção, representa o Brasil no Líbano”. “Ex-Presidente Temer teve de pedir autorização da Justiça para sair do Brasil”. “De origem libanesa Michel Temer representa Bolsonaro no Líbano”. “Corrupto brasileiro chefia missão internacional”. Um dos países mais corruptos do mundo, o Brasil manda um corrupto lhe representar no Líbano”. É motivo de espanto mundo afora. Não entre os libaneses do Brasil que estão pasmos e pensando: entre dez milhões não temos um justo para nos representar perante o mundo?

ivar4hartmann@gmail.com

domingo, 16 de agosto de 2020

Casal Queiroz pode ir para o Alvorada

Fabrício e Márcia, num indo e vindo infinito


Fabrício Queiroz, o ex-assessor, ex-motorista e eterno amigo da família Bolsonaro, acusado de ser o operador de esquemas ilícitos do senador e chocolatier Flávio e do presidente Jair, continuará em prisão domiciliar por decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF.

Como ninguém sabe onde ele mora, nem ele mesmo, Queiroz poderá cumprir a prisão domiciliar no palácio do Alvorada, em Brasília, com blindagem total pra produzir sucos de laranja. O ministro Gilmar ainda não decidiu se libera o laranjal.

As decisões judiciais contraditórias em relação a Fabrício Queiroz deu à justiça brasileira o prêmio de Inovação Internacional do Direito. 

A premiação foi conseguida depois que a esposa de Fabrício Queiroz, Márcia Aguiar Queiroz, ganhou a prisão domiciliar mesmo estando foragida.

Os organizadores da premiação, iniciativa da Columbia University, dos Estados Unidos, disseram que esta decisão pode ser a solução para a superlotação carcerária: a pessoa comete o crime, foge durante um tempo e, quando volta, pode ficar em casa. 

"Não sei porque ninguém tinha pensado nisso antes", disse o professor Lee Bollinger, presidente da Columbia University e organizador do prêmio, impressionado com a criatividade brasileira.

Com informações d'O Sensacionalista

Do gado que vinha de longe


Durante muitos anos vinha muito gado bovino do Piauí para o Seridó. E vinha “no chão”. Tempos depois passou para o lastro dos caminhões e, por último, em câmaras frigoríficas. 
Existem vários relatos do tempo das tangidas e retiradas. Artéfio Bezerra da Cunha, em “memórias de um sertanejo” bem descreve as agruras enfrentadas entre idas e vindas ao Piauí e as dificuldades próprias de cada período (inverno e seca). De fato, ele começou no comércio de gado em 1916 participando das feiras de Pocinhos e Campina Grande, na Paraíba. Artéfio (*1888 +1971) foi professor, pecuarista e político em Serra Negra do Norte, terra de boas tradições do Seridó que a gente ama. Firmou matrimônio com Ambrozina Faria (*1886 – +1976) e teve numerosa prole. 
Das narrativas que fez acerca de sua vida de pecuarista, Artéfio Bezerra relata uma de suas primeiras viagens ao Piauí: “assim, preparou-se e no dia 20 de fevereiro daquele ano de 22, em franco inverno, pediu uma trouxa de roupa, uma rede limpa e outras peças à sua esposa, pôs tudo na carona e disse (a esposa), mande escolher um pedaço de carne seca e assar na grelha, bem queimada; trinche com farinha de mandioca. Ponha essa comida no alforje com um queijo de coalho e uns pedaços de rapadura do Cariri, que devo partir para Campos Sales, a uma e meia da tarde.” Campos Sales fica ainda no Ceará, perto da divisa com o Piauí, local, na época, de encontro de vendedores e compradores de gado.
A empreitada de 8 dias de viagem a cavalo é feita, atualmente, em torno de 6 horas. Naquele já distante 1922 a travessia dos rios cheios era feita com coragem, à nado, dentre os quais, no gigante Piranhas. Artéfio Bezerra narra a primeira travessia feita. Algo próprio da ousadia dos sertanejos de outrora. Como ele mesmo reconhece: “a enchente era assombrosa. As águas do rio estavam por cima das barreiras, sem uma canoa por perto.” Conseguiu, por perto, dois auxiliares para lhe ajudar na travessia. Ele e a burra “Piaba” precisavam chegar à outra margem. Não foi fácil. Ele próprio reconhece que no meio da travessia “já ia cansado, em condições de não suportar mais a tarefa”. Conseguiu. A burra “Piaba” foi conduzida por um menino que “prendeu no dente a ponta do cabresto comprido, de modo que entrou n´água e saiu do outro lado”.
Artéfio Bezerra conseguiu se firmar no negócio. Como ele mesmo esclarece: “era uma viagem penosa e arriscada, porém devia compensar. Essa operação era somente uma vez por ano, porque, depois do inverno, os gados não suportariam o percurso da viagem, pela falta de pastagem mais do que isso, a água, que, depois do inverno, escasseava consideravelmente”.
Ao longo dos caminhos tradicionais, alguns cercados eram arrendados para o descanso do gado, gente especializada tocava os rebanhos e, não raro, a tangida de lá até aqui durava mais tempo que o programado, passando de meses. Pery Lamartine, ainda menino, assistiu a chegada de uma boiada na fazenda da família em Serra Negra do Norte, o que motivou o belo relato no livro “Velhas Oiticicas”: “a manada avançava lenta e constantemente, levantando uma nuvem de pó que envolvia a todos”. Chegaram no terreiro da propriedade. “As reses, movidas pelo cansaço começaram a se deitar e não demorou muito, toda manada estava ‘malhada’. (...) Os tangerinos disputavam com as reses alguma sombra onde armavam as redes de dormir e acendiam fogueiras para preparar algum alimento. Era mais uma etapa de vida daqueles homens rudes que nos últimos 60 dias só haviam convivido com a poeira dos caminhos e a manada que tangiam.”

Fernando Antonio Bezerra é escritor, advogado e colaborador do Bar de Ferreirinha.

sábado, 15 de agosto de 2020

Agora feda

 

                                                  

Os memes pós-quarentena

A cagada


O velho Chico Tamarina estava se cagando e foi ao banheiro ajudado pelo filho. 

Como estava demorando muito, a esposa perguntou:

— Chico, já terminou de cagar?.

Momentos depois, perguntou novamente.

Chico mandou o recado pelo filho:

— Pergunte aí a sua mãe se eu estou cagando com o cu dela.

                     

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

UTB anuncia vacina contra covid-19

Os testes foram realizados em preás e calangos, animais silvestres da caatinga: eles ficaram imunes à covid-19 com a vacina desenvolvida na Universidade de Timbaúba dos Batistas. A indústria RYFFS Corporation, de Caicó, vai financiar a produção.

Depois do anúncio feito terça-feira pela Rússia, ontem a Universidade de Timbaúba dos Batistas, em artigo publicado na revista Inaccurate Science, informou ao mundo que concluiu a terceira fase de testes de uma vacina contra a covid-19. 

O artigo informa que o Departamento de Imunologia testou a vacina num grupo de 1.337 voluntários, todos da região Seridó no Rio Grande do Norte. Um dia depois, coleta de sangue constatou que 99,9% dos voluntários estavam imunes.

O conglomerado RYFFS Corporation, do empresário caicoense Bibica de Barreira, vai financiar  a produção das primeiras 300 milhões de doses da vacina para iniciar uma campanha de imunização em massa no Brasil. O próximo passo da UTB é fazer convênio com o Laboratório do Instituto Butantã. 

Passo a passo - Os cientistas usaram como ponto de partida uma pesquisa anterior baseada em outro coronavírus causador do Mers, que é da mesma família da covid-19. 

Foram realizados testes em preás e calangos, animais nativos da caatinga, e os resultados foram promissores: uma dose da vacina imunizou 18 preás e 43 calangos. 

A vacina contra a covid-19 teve como vetor um adenovírus inativo, que causa o resfriado comum. Neste adenovírus foi introduzida uma proteína do sêmem de jegue - material rico em aminoácidos, frutose, enzimas, flavinas, prostaglandinas, ferro, vitaminas B e C, proteínas, fosfatase ácida, ácido cítrico, colesterol, fibrinolisina, enzimas proteolíticas e zinco - que induz os animais a produzir anticorpos. 

Depois, os cientistas da UTB usaram uma versão atenuada de  uma proteína do Sars-CoV-2, responsável pela covid-19 para obter uma resposta imunológica. Tiro e queda: a vacina estava pronta! 

"Os nossos pesquisadores também usaram o método do RNA mensageiro (RNAm) do vírus, que comanda a produção de proteína depois de incorporar as informações genéticas. Assim, chegamos à vacina", disse o professor Joaquim Batista de Araújo, imunologista e responsável pela equipe.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Voltando ao normal

                                               

                                                DETALHE:O FLAMENGO É LANTERNA


                                   ATLÉTICO GOIANIENSE 

                                                     3 x 0

                                              FLAMENGO 

                                        

                      


                                                                               

Rodízio na volta às aulas

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Rei

 

                                 Logo do blog.jpg

Aras, Procurador procurando emprego

Ivar Hartmann

Informações importantes. Juízes e promotores tem algumas garantias, necessárias ao combate dos corruptos ricos ou poderosos: não podem ser transferidos ou demitidos sem processo. Como sabemos no desdobrar da Lava Jato, foram fundamentais para a condenação de dezenas de bandidos e para a devolução aos cofres públicos de milhões de dólares. Mais: os ministros do STF e o Procurador Geral da República são escolhidos pelo Presidente da República e aprovados pelo Senado Federal. Este tipo de escolha nos trouxe os notórios Gilmar Mendes, Toffoli e Lewandowski. Por incrível que pareça, Lula e seus satélites sempre escolheram para Procurador Geral os indicados em uma tríplice entre os próprios procuradores. Na última escolha votaram 946 procuradores ou 82,5% da categoria. O mais votado disse publicamente que aumentaria os quadros de procuradores da Lava Jato. Está claro que o cargo de Procurador Geral da República, com dois anos de mandato, seria o trampolim natural para uma indicação ao Supremo. Seria, não fora terem sido escolhidos pela classe e, por definição:  defender, em juízo ou extrajudicialmente, os interesses coletivos da sociedade. Lula, nosso mais célebre condenado, deixava que os procuradores escolhessem seu chefe. O tempo passou e os inquéritos, processos e sentenças da Lava Jato, com seus juízes, procuradores e delegados da PF, deram um basta aos bandidos de colarinho branco, cuja única proteção era alguns ministros do STF. Não há um cidadão brasileiro sério que não elogie a ação dos responsáveis pela Lava Jato. Cidadão sério eu disse. Ou não comprometido, direta ou indiretamente com os bandidos de colarinho branco. Bolsonaro, com o filho senador sendo processado no Rio por vigarice, resolveu cortar o bem pela raiz. Por isso não indicou para a PGR um defensor da Lava Jato e sim um inimigo da operação.
E Augusto Aras foi indicado. Foi o primeiro desde 2003 não escolhido entre os nomes da lista tríplice da Associação Nacional dos Procuradores da República, com os candidatos mais votados pela categoria. Ele é chamado nos bastidores do MPF de “PGR biônico”: nomeado sem passar pelo voto dos colegas. Ganhando o emprego, Aras passou a lutar a favor do padrinho Presidente na esperança de arrumar o emprego futuro de Ministro do Supremo. Por isso, sabendo que precisa de votos também no Senado, o inimigo natural é a Lava Jato. Passa a atacar, pois, os juízes e procuradores e por consequência os policiais da PF que faziam as descobertas denunciadas pelos procuradores e julgadas pelos juízes. Está nos jornais. Não esperava a reação. O líder da oposição chamou-o de advogado dos que saqueiam os cofres públicos. Líderes de partidos como Cidadania, PSL, Podemos e Rede defenderam a Lava Jato e criticaram Aras. Para concluir e os leitores terem uma clara noção de quem é o atual Procurador Geral da República e inimigo da Lava Jato, Augusto Aras, o procurador que procura emprego, quem saiu em sua defesa foi Renan Calheiros, o mais notório bandido do Senado. Boa companhia hem?

ivar4hartmann@gmail.com

domingo, 9 de agosto de 2020

Da maior festa de agosto



Das festas tradicionais do Seridó que a gente ama, certamente, Acari celebra uma das maiores e vem de longe. Bianor Medeiros pesquisou e contou um pouco da história da Festa e da Paróquia de Nossa Senhora da Guia na publicação “Paróquia de Acari, 150 anos”.
Em corrido resumo, a história começa com o pedido de Manoel Esteves de Andrade ao Bispo de Pernambuco, Dom José Fialho, para construir uma “capela, com a invocação de Nossa Senhora da Guia, no lugar chamado Acari, distrito do Curato, para o fim de sua alma e dos demais moradores circunvizinhos, por ficarem distantes de sua Matriz oito dias de viagem”. Esta capela, considerada concluída, recebeu a benção – com autorização episcopal – em abril de 1738.
Fez muito bem a muita gente e por seus altares ministros da Igreja anunciaram o Evangelho de Jesus Cristo. Com a criação da Freguesia de Sant'Ana, passa a Capela para a nova jurisdição paroquial.
Sobre os padres de outrora, Dom José Adelino Dantas, no livro “homens e fatos do Seridó antigo”, indica que “o mais antigo capelão de Nossa Senhora da Guia parece ter sido o padre José da Costa Soares. Esse padre aparece já nas eras de 1762, no Seridó, requerendo terras entre o rio Seridó e a Raposa, ribeira do Quipauá, rio que alimenta o Itans, hoje Barra Nova. Em 1776 era Capelão do Acari.”
No dia 13 de março de 1835 criava-se a Freguesia de Nossa Senhora da Guia, inicialmente vinculada a Olinda e, posteriormente, à Paraíba. 
Em 1909 foi criada a Diocese de Natal, sendo Dom Joaquim Antonio de Almeida seu 1º Bispo. Acari passou a ser vinculada a Natal. Com a criação da Diocese de Caicó ocorreu novo desmembramento. Criada - canonicamente - em 25 de novembro de 1939, pelo Papa Pio XII, a Diocese de Caicó foi desmembrada da Diocese de Natal. 
Por oportuno, já são sete bispos, tendo um deles, Dom Heitor de Araújo Sales  - com raízes no Acari, à frente da Diocese de Caicó: (de 1978 a 1993)
Retornando a história local, sobre a nova Matriz de Nossa Senhora da Guia, Bianor Medeiros relata que a primeira missa foi celebrada em “1862, numa noite de natal, quando coberta, apenas, a capela-mor”. Época do Padre Thomaz Pereira de Araújo que, além de Pároco, foi Deputado provincial (1835-1841; 1848-1849;1860-1861).
Sobre a transladação da imagem da Padroeira: “a 5 de agosto de 1867, dera-se em Acari a transladação da imagem de Nossa Senhora da Guia da igreja de Nossa Senhora do Rosário para a Matriz atual, então construída. Realizou-se nessa ocasião uma festa imponente, pomposa, até hoje lembrada com admiração e gáudio, o que é patenteado através dos documentos existentes do seu registro”.
E, de fato, a festa é um acontecimento especial desde o início. Ainda hoje, é uma saudável mistura de sentimentos que envolve fé, reencontros, alegrias e saudades. O amor à terra se confunde com a fé professada e a crença acolhida ajuda a amar o chão que abriga o Acari de nossas raízes. Indo e voltando, voltando e indo, existem inúmeros encontros entre a história da cidade e da paróquia.
E quanto a festa, cada vez maior sob a coordenação do estimado Padre Fabiano Dantas, mesmo no formato virtual, já se aproxima o mesmo derradeiro sentimento das edições passadas, ou seja, quando a bandeira for arriada e a imagem voltar ao altar, como dizia Paulo Balah, ficará “o desejo desembestado de estar de volta no ano que entra”.

Fernando Antonio Bezerra é escritor, advogado e colaborador do Bar de Ferreirinha.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

O MENINO E A MÃE

Joãozinho vê sua mãe nuinha, sem roupa e sem toalha, pela primeira vez, e fica intrigado com os pêlos do entre-pernas e vai logo perguntando:

– Oh Mãe, que é isso que você tem aí no meio?

– Isso aqui meu filho é… Ahh, meu filho… isso é uma coisa que seu pai gosta muito! Respondeu a mãe, morrendo de vergonha.

Uns dias depois, na hora do jantar, o pai de Joãozinho pergunta para a esposa:

– Querida, o que é que vai ter pra jantar hoje?

– Ah meu amor, uma coisa que você gosta muuuuuito!

E o Joãozinho:

– Eita mãe! Vai ser com cabelo e tudo?


terça-feira, 4 de agosto de 2020

Carinho

TikTok, o espião chinês

Ivar Hartmann

Quem não tem celular hoje em dia? É o novo componente de nosso corpo. Nos acompanha as 24 horas para nos ajudar em nossas atividades. Até, eventualmente, para ser usado como telefone. Por ele passam nossas vidas. Nossas atividades, deslocamentos, operações bancárias, contatos. Se pudesse falar seria um espião e tanto. Grátis. Por isso se criaram as senhas. Para nos proteger e manter no anonimato. Quem cederia sua senha para um amigo, por mais íntimo que fosse? Entre os milhões de usuários que nada de importante guardam em seus aparelhos, existem outros milhões que ocupam cargos relevantes: políticos, militares, jornalistas, empresários, cientistas, banqueiros, etc. Ter entrado nas mensagens de celulares, por exemplo, foi muito importante na Lava Jato e abriu caminho para o combate a grande corrupção nacional. Ter acesso ao celular de um cientista que esteja trabalhando na descoberta de uma vacina contra o coronavírus, não tem preço. Seguir clandestinamente a agenda de um grande líder mundial, abriria um espaço infinito para decisões antecipadas ou mesmo chantagem ao líder e ao país que representa.
Aí entra a China. Conhecida de muitas gerações por não respeitar patentes e descobertas. Antigamente copiava os produtos japoneses com perfeição. E vendia estes produtos por menor preço, conquistando clientes ao redor do mundo. Os materiais eram inferiores mas o preço era convidativo. Depois passou a copiar medicamentos patenteados sem pagar royalties. É portanto velha conhecida como uma ditadura que não respeita as leis internacionais. Agora europeus, americanos e indus tem certeza de que o TikTok, este aplicativo de mídia de sucesso no Brasil e no mundo, criado há quatro anos na China, nada mais é que um grande espião. Com a aparência de uma plataforma risonha, esconde os interesses da ditadura chinesa. Deve ser, ao lado da CIA, o maior espião em operações no mundo. Com mais potencial que o FBI, CIA e James Bond juntos. Com seus musicais, piadinhas curtas e textos, é sucesso. E pode-se baixar gratuitamente.
Por causa da espionagem industrial chinesa os Estados Unidos fecharam um consulado do país. Depois pediram que seus militares não baixassem o TikTok e nestes dias, Trump afirmou que após profundas analises dos setores de segurança nacional, vai banir o aplicativo do seu território, pelo perigo nacional que representa. A Índia, que faz fronteira com a China e com a qual vive em litígio, temendo a espionagem possível com o seu uso, proibiu o TikTok em seu território, também como garantia da segurança nacional. A Europa está há meses estudando o app-espião, temerosa do perigo que representa ao estar aos serviços do governo chinês, porque já foi provado o envio de dados de usuários para servidores na China. Que servidores? Por que? Os brasileiros não precisam se preocupar, o simples acesso a um vídeo do Tiktok de um amigo não vai desvendar seus segredos mais íntimos. No entanto, se baixar o app, instalando o espião em seu celular, deve saber que os comunistas chineses o estão monitorando.

ivar4hartmann@gmail.com

domingo, 2 de agosto de 2020

Adriana, três maridos e muitas terras



Confesso, logo no início, que até tento ser um pesquisador, mas sou um amador, com poucas horas dedicadas à tarefa, o que me faz transcrever pesquisas já consolidadas, evidentemente, mencionando as fontes. Neste sentido, fui buscar nas pesquisas de Joabel Rodrigues de Souza e de Olavo de Medeiros Filho algumas informações sobre uma das figuras marcantes da história do Seridó. Refiro-me a Adriana Hollanda de Vasconcelos Galvão.
Dona Adriana tinha muitas terras no Seridó que a gente ama. Ela mesma administrava os negócios. “Mantinha compra e venda de gado; construiu uma casa de farinha na Serra do Piauí; requereu terras de plantar e criar na Serra Azul (hoje, Serra de Sant’Ana); foi a primeira proprietária da Serra Grande (Cerro Corá e Lagoa Nova, posteriormente), doando-a para o Patrimônio de Sant´Ana (daí a denominação de Serra do Patrimônio e Serra de Santana).
Adriana, filha de João da Rocha Moura e Maria Madalena de Vasconcellos, casou-se em primeiras núpcias com Cipriano Lopes Galvão, primeiro Coronel do Regimento de Cavalaria da Ribeira do Seridó. No início do casamento, Dona Adriana residiu em Igaraçu onde nasceu Cipriano Lopes Galvão (2º) em 1753, vindo residir no Seridó, na Fazenda Totoró, em 1755.
Do casal Adriana e Cipriano nasceram: Cipriano Lopes Galvão, João Lopes, Manoel Lopes, Tereza, Francisca Xavier de Moura e Ana Lins de Holanda Vasconcelos.
Cipriano, o primeiro marido, faleceu. Dona Adriana casou com um fazendeiro chamado Félix Gomes, que os pesquisadores dizem ter sido um homem rico para a época. Com ele teve um filho: Félix Gomes Pequeno. Escreveu Câmara Cascudo: “Felix Gomes, do Totoró, fazendeiro milionário que enterrou muito ouro na propriedade”.
Mas, Félix Gomes também faleceu e Dona Adriana partiu para o terceiro casamento. O escolhido foi o português Antonio da Silva e Souza, fazendeiro e político, tendo sido, inclusive, presidente da Câmara da Vila do Príncipe (Caicó). Ocorre que Dona Adriana também sepultou o terceiro marido. Antonio da Silva e Souza “faleceo de indigestão” e foi sepultado em Caicó.
De um neto dela, Cipriano Lopes Galvão Júnior e de Teresa Maria José, segundo José Augusto Bezerra de Medeiros, se deu o início da família Bezerra do Seridó. Jayme da Nóbrega Santa Rosa, citado por Olavo de Medeiros Filho, assim descreve o casamento de Ciprianinho: “um fazendeiro que fez retirada de gado foi o capitão-mor Cipriano Lopes Galvão, do Totoró. Mandou seu rebanho para os campos de Jacaracica, na serra do Doutor. E encarregou seu filho Cipriano Júnior de tomar conta da manada. Lá o filho do capitão-mor conheceu a jovem Teresa Maria José, filha do pequeno fazendeiro José Bezerra de Menezes, da qual se enamorou”.
Dizem que Dona Adriana era uma mulher ativa, vaidosa, ardilosa nos negócios. Faleceu aos 19 de março de 1793, aparentando setenta anos de idade, sendo sepultada em Acari, na então Igreja de Nossa Senhora da Guia
.


Fernando Antonio Bezerra é escritor, advogado e colaborador do Bar de Ferreirinha.