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terça-feira, 5 de setembro de 2017

O Hino Nacional

Ivar Hartmann

Há alguns meses, no estádio do Grêmio, uma gurizota ofendeu o goleiro adversário com um termo racista. Imagino eu o mais comum usado contra jogadores negros: macaco! É o termo que os argentinos usavam até pouco tempo atrás contra todos brasileiros: macaquitos! Só que antes não tinha a força de ofensa que tem agora e, portanto, certo, bani-lo e castigar quem insiste em não agir esportivamente nos estádios de futebol. Falo em futebol porque são os estádios mais populares do país, e onde deveria se aproveitar para ensinar. Ensinar juízes, jogadores, dirigentes e o que mais de povo tiver. Vamos ao caso: o Hino Nacional não é um arreganho de música para cantar de qualquer jeito, no ritmo que aprouver. É um dos símbolos nacionais, tão importante quanto à própria Bandeira. São o laço de união da nação, o que  une todos os brasileiros. Daí o motivo de ser ensinado nas escolas, cantado em cerimônias públicas e tocado em ocasiões em que são disputados jogos nacionais. 
Bem, agora, como todos assistimos várias partidas de futebol por semana da Copa do Brasil ou do Brasileirão, deem uma olhada mais atenta nos juízes e jogadores no meio do campo. Quem canta o Hino? Quem balbucia o Hino fazendo de conta que canta? Quantos babacas postados no centro do campo ao início das partidas simplesmente silenciam? Quantos imbecis, antes de terminar os últimos acordes, não ficam saltitando feitos veados? No último jogo de Grêmio e Santos, um destes, se não em engano, durante o Hino, cuspiu na grama. É uma coisa tão absurda que peço o testemunho dos leitores, talvez eu não tenha visto direito. Agora, o que eu vejo sim, são dezenas de locutores a serviços das televisões, gravarem as cenas e silenciarem. Medo dos jogadores? Medo dos clubes? Não tiveram medo de denunciar um ato de racismo. Não tem coragem quando algo muito maior está sendo desrespeitado? Em um país como este, onde nada se respeita e tudo é possível, alguém duvida do porque de tantos ladrões e canalhas ocuparem tantos cargos mais importantes do executivo e legislativo? Seguem roubando em plena Lava Jato. Então o corolário é que os executivos municipais e estaduais quando corruptos, seguem pedindo comissões, desviando fundos, prejudicando pessoas. Mas, para que preocupar-se não é mesmo? Nossos tataranetos, seguramente terão uma vida melhor. Ou, continuando nesta marcha, seremos uma nova Venezuela.

ivar4hartmann@gmail.com

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