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quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Entrega

Camila Cintra

Um beijo desce pelo corpo
passeia pelas pernas
beijando cada dedinho do pé
sobe pelas curvas das ancas
deslizando no meio das nádegas
serpenteando pelas costas acima
até atingir a nuca
afastar teus cabelos
tornear tuas orelhas
buscando teus lábios abertos.

Encontro de línguas em fogo
e mãos que descem aos seios
teus mamilos em minha boca
teu arfar em meu coração
minha alma em teus braços.

No meio de tuas pernas
o cheiro perfumado do prazer
atrai meu encaixe que busca
tua entrada que acolhe
sem pensar em mais nada...



Agora feda

 




Gilsadas



MULHER FEIA, CIRROSE E FILA
NO BANHEIRO TODA HORA, SÓ
PEGA QUEM BEBE MUITO.
GILSON VARIEDADES

Dicionário






Lago Azul

 





McDonald quer ajuda pra reeleição

 

Dentadas

 O BRASIL É O PAIS QUE TEM MAIS
FERIADO NO MUNDO.PRECISAMOS
DE UM FERIADO PRA COMEMORAR
ISSO.
CACO DENTÃO


terça-feira, 3 de novembro de 2020

O perigo chinês - III

 

Ivar Hartmann

Vimos que a China Comunista é um país belicoso que já se envolveu, ou está em guerra, com todos seus vizinhos. Que não respeita acordos e tratados. Que não invade a outra China, a República da China, que é democrática, pela proteção que esta tem dos Estados Unidos. Que é uma potência militar e que pesquisa, como outros países, em laboratórios secretos, armas químicas e biológicas. Nesta pandemia atrasou o aviso de que havia um surto em Wuhan, uma grande cidade, capital da China Central. Depois tentou minimizar o problema mentindo sobre sua origem, e finalmente não aceitou uma inspeção de órgãos internacionais de saúde no local onde se originou o vírus.  Lembrando, nesta cidade estão os centros de estudos e pesquisas da Universidade de Ciência e Tecnologia de Huazhong, com seu complexo de laboratórios dedicados a pesquisas biológicas. Incluindo as relações entre humanos e morcegos, da qual, segundo os chineses, se originou o vírus. Hoje o vírus chinês está por todo mundo causando mortes e a destruição das economias regionais. Menos da China. Os governos europeus estão alertando suas populações para a crise que vai ocorrer agora em novembro.

Dos países inimigos e mais populosos do mundo, dois fazem fronteira com a China. A Rússia com 143 milhões de habitantes teve 1,5 milhões de infectados. A Índia com 1,3 bilhões de habitantes teve 8 milhões de infectados. Outro desafeto, os Estados Unidos, com 321 milhões de habitantes teve também 8 milhões de infectados. A China, onde tudo começou, com 1,3 bilhões de habitantes, teve 92 mil infectados. Na 1ª Guerra foram usados gases venenosos pelos contendores. Levados pelos ventos, seriam as armas ideias. Matavam os humanos e deixavam as construções e equipamentos indenes. As dificuldades de manipulação e as mudanças bruscas do vento no entanto, fazendo os gases voltar contra as próprias trincheiras, diminuíram sua importância como arma de guerra. Será que a China descobriu a arma ideal? O Brasil tem 160 mil mortes e 5,43 milhões de casos do vírus chinês.

ivar4hartmann@gmail.com


domingo, 1 de novembro de 2020

A pandemia de Gripe Espanhola

  


Rostand Medeiros
Escritor, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte – IHGRN

Engana-se quem pensa que a Gripe Espanhola atacou basicamente Natal. Conforme podemos ver na capa da edição do dia 7 de dezembro de 1918 do jornal O Município, de Jardim do Seridó, a peste também o interior potiguar. O artigo descrevendo essa doença nessa comunidade, assinado pelo farmacêutico Heráclio Pires Fernandes, foi reproduzido pelo blog Tok de HistóriaAbaixo, o texto original:

O blog TOK DE HISTÓRIA, sempre honrando e primando pela ideia de democratizar a informação histórica, trás para seus seguidores e visitantes uma interessante história envolvendo o farmacêutico Heráclio Pires Fernandes (foto abaixo), da cidade potiguar de Jardim do Seridó, e a pandemia de gripe espanhola de 1918.
Na primeira página do jornal local O Município, edição de 7 de dezembro de 1918, utilizando os seus conhecimentos e observações, Heráclio Pires apontou as alterações relativas a virulência da doença, mesmo achando que a doença não tinha a “a gravidade que muitos supõem”. 
Comentou as características e sintomas mais significativos da gripe espanhola, entre estes a alteração na cor e volume da urina dos atingidos. 
Entre outros apontamentos, o farmacêutico jardinense criticou fortemente aqueles que vendiam remédios tidos como milagrosos no sertão e que a prática era antiga, que Heráclio apontou como sendo ainda das “eras do sertão colonial e semisselvagem”.

O Nosso estado Sanitário
A Influenza Espanhola


Parece querer assumir caráter epidêmico entre nós a terrível que de norte a sul do país faz vítimas diariamente e trás em sobressaltos as populações.
Depois de um primeiro assalto do mal em que foram atingidas algumas pessoas neste município, apenas alguns casos esporádicos e benignos registraram-se até bem pouco tempo; ultimamente, porém, uma recrudescência furiosa da terrível infecção, desta vez com um caráter mais sério, tem feito algumas vítimas entre nós, não sendo pequeno o número de pessoas acamadas em consequência dela. Mesmo assim não a motivos para alarma-se a população, pois, está provado que o mal não tem a gravidade que muitos supõem.
A gripe ou influenza é uma moléstia infectocontagiosa que vem acompanhada de fenômenos catarrais dos órgãos respiratórios, ou do tubo gastrointestinal; de ordinário, declara-se subitamente, não se podendo demonstrar a existência de um estado de incubação por quaisquer fenômenos subjetivos ou sintomas premonitórios.
A moléstia principia bruscamente, com febre elevada, cefaleia, dores articulares, calafrios, anorexia, prostração, insônia, tosse e perturbações broncas pulmonares ou gastrointestinais, conforme a forma patológica de que é acometido o individuo.
Como preservativo contra a terrível infecção bacilar, a ciência medica não conhece nenhum específico senão as rigorosas medidas de asseio reclamadas pela higiene e as preocupações que esta aconselha em casos de epidemia; uma vez acometido do mal, o doente deverá guardar o leito, observar dieta, alimentando-se de caldos e leite, não se expor as correntes de ar e evitar as bebidas frias, as frutas e as causas de fadiga moral ou física.
Geralmente, ao manifestar-se a doença, com a elevação da temperatura, a urina do paciente torna-se logo vermelha e escassa; aqueles que quiserem observar uma boa dieta, não deverão deixar o leito e voltar as suas ocupações habituais antes que a febre tenha caído de todo e que a urina tenha retomado a cor habitual.
Com um bom regime, evita-se a mais perigosa de todas as complicações da influenza, que é a pneumonia bi lombar. Quando a influenza complica-se deste síndroma, a morte, por astenia cardíaca, é a regra em tais casos, pelo que, o célebre professor *luchard (primeira letra ilegível) sentenciou que “o mal é no pulmão e a morte no coração”.
A influenza é moléstia muito sujeita a recaídas pelo, que, é de alta conveniência que na convalescência, mesmo dos casos benignos, os doentes observem alguma cautela e um bom regime tônico, a que se deve chegar progressivamente.
A terapêutica medicamentosa da gripe ou influenza é bastante conhecida e limita-se ao emprego dos sudoríficos, antipiréticos, purgativos, antissépticos e diversas medicações que podem ser aplicadas sintomaticamente por pessoa capaz de dirigir o tratamento, evitando-se as doses e as garrafadas nauseabundas dos curandeiros e espertalhões – em sua maioria analfabetos – que vivem a explorar e iludir criminosamente a boa fé dos incautos, como se a medicina deixasse de ser uma ciência maneável somente pelos que a cultivam para ser um artifício bem visto ao alcance de qualquer ignorante ou mestre de bugigangas.
Muitas tem sido as vítimas dessa pratica arraigada em nossos sertões, de se confiar a saúde a um ente querido á inépcia de qualquer intitulado curandeiro, ou mercador de beberagens, para arruinar a saúde do próximo e auxiliar o processo patológico das entidades mórbidas.
Tempo é chegado de ir nosso povo se convencendo de verdades como esta e abandonar os hábitos e práticas esdrúxulas que remontam as eras do sertão colonial e semisselvagem e que não se coadunam com as conquistas da civilização hodierna.
Não vemos razão para o pânico de que muitos estão possuídos ante os pródomos da epidemia; antes aconselhamos nossos patrícios que se revistam da maior calma e procurem observar os concelhos que acima deixamos exarados.

Texto originalmente publicado AQUI.

Fernando Antonio Bezerra é escritor, advogado e colaborador do Bar de Ferreirinha. 
Hoje, excepcionalmente, o seu espaço está sendo ocupado pelo escritor 
Rostand Medeiros, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte